segunda-feira, 2 de maio de 2011

A MENSAGEM DE FÁTIMA






CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ

A MENSAGEM
DE FÁTIMA


APRESENTAÇÃO



Na passagem do segundo para o terceiro milénio, o Papa João Paulo II decidiu tornar público o texto da terceira parte do « segredo de Fátima ».

Depois dos acontecimentos dramáticos e cruéis do século XX, um dos mais tormentosos da história do homem, com o ponto culminante no cruento atentado ao « doce Cristo na terra », abre-se assim o véu sobre uma realidade que faz história e a interpreta na sua profundidade segundo uma dimensão espiritual, a que é refractária a mentalidade actual, frequentemente eivada de racionalismo.

A história está constelada de aparições e sinais sobrenaturais, que influenciam o desenrolar dos acontecimentos humanos e acompanham o caminho do mundo, surpreendendo crentes e descrentes. Estas manifestações, que não podem contradizer o conteúdo da fé, devem convergir para o objecto central do anúncio de Cristo: o amor do Pai que suscita nos homens a conversão e dá a graça para se abandonarem a Ele com devoção filial. Tal é a mensagem de Fátima, com o seu veemente apelo à conversão e à penitência, que leva realmente ao coração do Evangelho.

Fátima é, sem dúvida, a mais profética das aparições modernas. A primeira e a segunda parte do « segredo », que são publicadas em seguida para ficar completa a documentação, dizem respeito antes de mais à pavorosa visão do inferno, à devoção ao Imaculado Coração de Maria, à segunda guerra mundial, e depois ao prenúncio dos danos imensos que a Rússia, com a sua defecção da fé cristã e adesão ao totalitarismo comunista, haveria de causar à humanidade.

Em 1917, ninguém poderia ter imaginado tudo isto: os três pastorinhos de Fátima vêem, ouvem, memorizam, e Lúcia, a testemunha sobrevivente, quando recebe a ordem do Bispo de Leiria e a autorização de Nossa Senhora, põe por escrito.

Para a exposição das primeiras duas partes do « segredo », aliás já publicadas e conhecidas, foi escolhido o texto escrito pela Irmã Lúcia na terceira memória, de 31 de Agosto de 1941; na quarta memória, de 8 de Dezembro de 1941, ela acrescentará qualquer observação.

A terceira parte do « segredo » foi escrita « por ordem de Sua Ex.cia Rev.ma o Senhor Bispo de Leiria e da (...) Santíssima Mãe », no dia 3 de Janeiro de 1944.

Existe apenas um manuscrito, que é reproduzido aqui fotostaticamente. O envelope selado foi guardado primeiramente pelo Bispo de Leiria. Para se tutelar melhor o « segredo », no dia 4 de Abril de 1957 o envelope foi entregue ao Arquivo Secreto do Santo Ofício. Disto mesmo, foi avisada a Irmã Lúcia pelo Bispo de Leiria.

Segundo apontamentos do Arquivo, no dia 17 de Agosto de 1959 e de acordo com Sua Eminência o Cardeal Alfredo Ottaviani, o Comissário do Santo Ofício, Padre Pierre Paul Philippe OP, levou a João XXIII o envelope com a terceira parte do « segredo de Fátima ». Sua Santidade, « depois de alguma hesitação », disse: « Aguardemos. Rezarei. Far-lhe-ei saber o que decidi ».(1)

Na realidade, a decisão do Papa João XXIII foi enviar de novo o envelope selado para o Santo Ofício e não revelar a terceira parte do « segredo ».

Paulo VI leu o conteúdo com o Substituto da Secretaria de Estado, Sua Ex.cia Rev.ma D. Ângelo Dell'Acqua, a 27 de Março de 1965, e mandou novamente o envelope para o Arquivo do Santo Ofício, com a decisão de não publicar o texto.



João Paulo II, por sua vez, pediu o envelope com a terceira parte do « segredo », após o atentado de 13 de Maio de 1981. Sua Eminência o Cardeal Franjo Seper, Prefeito da Congregação, a 18 de Julho de 1981 entregou a Sua Ex.cia Rev.ma D. Eduardo Martínez Somalo, Substituto da Secretaria de Estado, dois envelopes: um branco, com o texto original da Irmã Lúcia em língua portuguesa; outro cor-de-laranja, com a tradução do « segredo » em língua italiana. No dia 11 de Agosto seguinte, o Senhor D. Martínez Somalo devolveu os dois envelopes ao Arquivo do Santo Ofício.(2)

Como é sabido, o Papa João Paulo II pensou imediatamente na consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria e compôs ele mesmo uma oração para o designado « Acto de Entrega », que seria celebrado na Basílica de Santa Maria Maior a 7 de Junho de 1981, solenidade de Pentecostes, dia escolhido para comemorar os 1600 anos do primeiro Concílio Constantinopolitano e os 1550 anos do Concílio de Éfeso. O Papa, forçadamente ausente, enviou uma radiomensagem com a sua alocução. Transcrevemos a parte do texto, onde se refere exactamente o acto de entrega:

« Ó Mãe dos homens e dos povos, Vós conheceis todos os seus sofrimentos e as suas esperanças, Vós sentis maternalmente todas as lutas entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas, que abalam o mundo, acolhei o nosso brado, dirigido no Espírito Santo directamente ao vosso Coração, e abraçai com o amor da Mãe e da Serva do Senhor aqueles que mais esperam por este abraço e, ao mesmo tempo, aqueles cuja entrega também Vós esperais de maneira particular. Tomai sob a vossa protecção materna a família humana inteira, que, com enlevo afectuoso, nós Vos confiamos, ó Mãe. Que se aproxime para todos o tempo da paz e da liberdade, o tempo da verdade, da justiça e da esperança ». (3)

Mas, para responder mais plenamente aos pedidos de Nossa Senhora, o Santo Padre quis, durante o Ano Santo da Redenção, tornar mais explícito o acto de entrega de 7 de Junho de 1981, repetido em Fátima no dia 13 de Maio de 1982. E, no dia 25 de Março de 1984, quando se recorda o fiat pronunciado por Maria no momento da Anunciação, na Praça de S. Pedro, em união espiritual com todos os Bispos do mundo precedentemente « convocados », o Papa entrega ao Imaculado Coração de Maria os homens e os povos, com expressões que lembram as palavras ardorosas pronunciadas em 1981:

« E por isso, ó Mãe dos homens e dos povos, Vós que conheceis todos os seus sofrimentos e as suas esperanças, Vós que sentis maternalmente todas as lutas entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas, que abalam o mundo contemporâneo, acolhei o nosso clamor que, movidos pelo Espírito Santo, elevamos directamente ao vosso Coração: Abraçai, com amor de Mãe e de Serva do Senhor, este nosso mundo humano, que Vos confiamos e consagramos, cheios de inquietude pela sorte terrena e eterna dos homens e dos povos.

De modo especial Vos entregamos e consagramos aqueles homens e aquelas nações que desta entrega e desta consagração têm particularmente necessidade.

“À vossa protecção nos acolhemos, Santa Mãe de Deus”! Não desprezeis as súplicas que se elevam de nós que estamos na provação! ».

Depois o Papa continua com maior veemência e concretização de referências, quase comentando a Mensagem de Fátima nas suas predições infelizmente cumpridas:

« Encontrando-nos hoje diante Vós, Mãe de Cristo, diante do vosso Imaculado Coração, desejamos, juntamente com toda a Igreja, unir-nos à consagração que, por nosso amor, o vosso Filho fez de Si mesmo ao Pai: “Eu consagro-Me por eles — foram as suas palavras — para eles serem também consagrados na verdade” (Jo 17, 19). Queremos unir-nos ao nosso Redentor, nesta consagração pelo mundo e pelos homens, a qual, no seu Coração divino, tem o poder de alcançar o perdão e de conseguir a reparação.

A força desta consagraçãopermanece por todos os tempos e abrange todos os homens, os povos e as nações; e supera todo o mal, que o espírito das trevas é capaz de despertar no coração do homem e na sua história e que, de facto, despertou nos nossos tempos.

Oh quão profundamente sentimos a necessidade de consagração pela humanidade e pelo mundo: pelo nosso mundo contemporâneo, em união com o próprio Cristo! Na realidade, a obra redentora de Cristo deve ser participada pelo mundo por meio da Igreja.

Manifesta-o o presente Ano da Redenção: o Jubileu extraordinário de toda a Igreja.

Neste Ano Santo, bendita sejais acima de todas as criaturas Vós, Serva do Senhor, que obedecestes da maneira mais plena ao chamamento Divino!

Louvada sejais Vós, que estais inteiramente unida à consagração redentora do vosso Filho!

Mãe da Igreja! Iluminai o Povo de Deus nos caminhos da fé, da esperança e da caridade! Iluminai de modo especial os povos dos quais Vós esperais a nossa consagração e a nossa entrega. Ajudai-nos a viver na verdade da consagração de Cristo por toda a família humana do mundo contemporâneo.

Confiando-Vos, ó Mãe, o mundo, todos os homens e todos os povos, nós Vos confiamos também a própria consagração do mundo, depositando-a no vosso Coração materno.

Oh Imaculado Coração! Ajudai-nos a vencer a ameaça do mal, que se enraíza tão facilmente nos corações dos homens de hoje e que, nos seus efeitos incomensuráveis, pesa já sobre a vida presente e parece fechar os caminhos do futuro!

Da fome e da guerra, livrai-nos!

Da guerra nuclear, de uma autodestruição incalculável, e de toda a espécie de guerra, livrai-nos!

Dos pecados contra a vida do homem desde os seus primeiros instantes, livrai-nos!

Do ódio e do aviltamento da dignidade dos filhos de Deus, livrai-nos!

De todo o género de injustiça na vida social, nacional e internacional, livrai-nos!

Da facilidade em calcar aos pés os mandamentos de Deus, livrai-nos!

Da tentativa de ofuscar nos corações humanos a própria verdade de Deus, livrai-nos!

Da perda da consciência do bem e do mal, livrai-nos!

Dos pecados contra o Espírito Santo, livrai-nos, livrai-nos!

Acolhei, ó Mãe de Cristo, este clamor carregado do sofrimento de todos os homens! Carregado do sofrimento de sociedades inteiras!

Ajudai-nos com a força do Espírito Santo a vencer todo o pecado: o pecado do homem e o “pecado do mundo”, enfim o pecado em todas as suas manifestações.

Que se revele uma vez mais, na história do mundo, a força salvífica infinita da Redenção: a força do Amor misericordioso! Que ele detenha o mal! Que ele transforme as consciências! Que se manifeste para todos, no vosso Imaculado Coração, a luz da Esperança! ».(4)

A Irmã Lúcia confirmou pessoalmente que este acto, solene e universal, de consagração correspondia àquilo que Nossa Senhora queria: « Sim, está feita tal como Nossa Senhora a pediu, desde o dia 25 de Março de 1984 » (carta de 8 de Novembro de 1989). Por isso, qualquer discussão e ulterior petição não tem fundamento.

Na documentação apresentada, para além das páginas manuscritas da Irmã Lúcia inserem-se mais quatro textos: 1) A carta do Santo Padre à Irmã Lúcia, datada de 19 de Abril de 2000; 2) Uma descrição do colóquio que houve com a Irmã Lúcia no dia 27 de Abril de 2000; 3) A comunicação lida, por encargo do Santo Padre, por Sua Eminência o Cardeal Ângelo Sodano, Secretário de Estado, em Fátima no dia 13 de Maio deste ano; 4) O comentário teológico de Sua Eminência o Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Uma orientação para a interpretação da terceira parte do « segredo » tinha sido já oferecida pela Irmã Lúcia, numa carta dirigida ao Santo Padre a 12 de Maio de 1982, onde dizia:

« A terceira parte do segredo refere-se às palavras de Nossa Senhora: “Se não, [a Rússia] espalhará os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas” (13-VII-1917).

A terceira parte do segredo é uma revelação simbólica, que se refere a este trecho da Mensagem, condicionada ao facto de aceitarmos ou não o que a Mensagem nos pede: “Se atenderem a meus pedidos, a Rússia converter-se-á e terão paz; se não, espalhará os seus erros pelo mundo, etc”.

Porque não temos atendido a este apelo da Mensagem, verificamos que ela se tem cumprido, a Rússia foi invadindo o mundo com os seus erros. E se não vemos ainda, como facto consumado, o final desta profecia, vemos que para aí caminhamos a passos largos. Se não recuarmos no caminho do pecado, do ódio, da vingança, da injustiça atropelando os direitos da pessoa humana, da imoralidade e da violência, etc.

E não digamos que é Deus que assim nos castiga; mas, sim, que são os homens que para si mesmos se preparam o castigo. Deus apenas nos adverte e chama ao bom caminho, respeitando a liberdade que nos deu; por isso os homens são responsáveis».(5)



A decisão tomada pelo Santo Padre João Paulo II de tornar pública a terceira parte do « segredo » de Fátima encerra um pedaço de história, marcado por trágicas veleidades humanas de poder e de iniquidade, mas permeada pelo amor misericordioso de Deus e pela vigilância cuidadosa da Mãe de Jesus e da Igreja.

Acção de Deus, Senhor da história, e corresponsabilidade do homem, no exercício dramático e fecundo da sua liberdade, são os dois alicerces sobre os quais se constrói a história da humanidade.

Ao aparecer em Fátima, Nossa Senhora faz-nos apelo a estes valores esquecidos, a este futuro do homem em Deus, do qual somos parte activa e responsável.



Tarcisio Bertone, SDB

Arcebispo emérito de Vercelli

Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé







O « SEGREDO » DE FÁTIMA





PRIMEIRA E SEGUNDA PARTE DO « SEGREDO »
SEGUNDO A REDACÇÃO FEITA PELA IRMÃ LÚCIA
NA « TERCEIRA MEMÓRIA », DE 31 DE AGOSTO DE 1941,
DESTINADA AO BISPO DE LEIRIA-FÁTIMA

(texto original)













(transcrição) (6)



Terei para isso que falar algo do segredo e responder ao primeiro ponto de interrogação.

O que é o segredo?

Parece-me que o posso dizer, pois que do Céu tenho já a licença. Os representantes de Deus na terra, têm-me autorizado a isso várias vezes, e em várias cartas, uma das quais, julgo que conserva V. Ex.cia Rev.ma do Senhor Padre José Bernardo Gonçalves, na em que me manda escrever ao Santo Padre. Um dos pontos que me indica é a revelação do segredo. Algo disse, mas para não alongar mais esse escrito que devia ser breve, limitei-me ao indispensável, deixando a Deus a oportunidade d'um momento mais favorável.

Expus já no segundo escrito a dúvida que de 13 de Junho a 13 de Julho me atormentou e que n'essa aparição tudo se desvaneceu.

Bem o segredo consta de três coisas distintas, duas das quais vou revelar.

A primeira foi pois a vista do inferno!

Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fôgo que parcia estar debaixo da terra. Mergulhados em êsse fôgo os demónios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras, ou bronziadas com forma humana, que flutuavam no incêndio levadas pelas chamas que d'elas mesmas saiam, juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faulhas em os grandes incêndios sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dôr e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor. Os demónios destinguiam-se por formas horríveis e ascrosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes e negros. Esta vista foi um momento, e graças à nossa bôa Mãe do Céu; que antes nos tinha prevenido com a promeça de nos levar para o Céu (na primeira aparição) se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor.

Em seguida, levantámos os olhos para Nossa Senhora que nos disse com bondade e tristeza:

— Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores, para as salvar, Deus quer establecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração. Se fizerem o que eu disser salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar, mas se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra peor. Quando virdes uma noite, alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz, se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja, os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sufrer, várias nações serão aniquiladas, por fim o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será consedido ao mundo algum tempo de paz.(7)







TERCEIRA PARTE DO « SEGREDO »

(texto original)



















(transcrição) (8)



« J.M.J.

A terceira parte do segredo revelado a 13 de Julho de 1917 na Cova da Iria-Fátima.

Escrevo em acto de obediência a Vós Deus meu, que mo mandais por meio de sua Ex.cia Rev.ma o Senhor Bispo de Leiria e da Vossa e minha Santíssima Mãe.

Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora um pouco mais alto um Anjo com uma espada de fôgo em a mão esquerda; ao centilar, despedia chamas que parecia iam encendiar o mundo; mas apagavam-se com o contacto do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro: O Anjo apontando com a mão direita para a terra, com voz forte disse: Penitência, Penitência, Penitência! E vimos n'uma luz emensa que é Deus: “algo semelhante a como se vêem as pessoas n'um espelho quando lhe passam por diante” um Bispo vestido de Branco “tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre”. Varios outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fôra de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio trémulo com andar vacilante, acabrunhado de dôr e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de juelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam varios tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros os Bispos Sacerdotes, religiosos e religiosas e varias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de varias classes e posições. Sob os dois braços da Cruz estavam dois Anjos cada um com um regador de cristal em a mão, n'êles recolhiam o sangue dos Martires e com êle regavam as almas que se aproximavam de Deus.

Tuy-3-1-1944 ».







INTERPRETAÇÃO DO « SEGREDO »



CARTA DE JOÃO PAULO II

À IRMÃ LÚCIA

(texto original)















COLÓQUIO

COM A IRMÃ MARIA LÚCIA DE JESUS
E DO CORAÇÃO IMACULADO



O encontro da Irmã Lúcia com Sua Ex.cia Rev.ma D. Tarcisio Bertone, Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, por encargo recebido do Santo Padre, e Sua Ex.cia Rev.ma D. Serafim de Sousa Ferreira e Silva, Bispo de Leiria-Fátima, teve lugar a 27 de Abril passado (uma quinta-feira), no Carmelo de Santa Teresa em Coimbra.

A Irmã Lúcia estava lúcida e calma, dizendo-se muito feliz com a ida do Santo Padre a Fátima para a Beatificação de Francisco e Jacinta, há muito desejada por ela.

O Bispo de Leiria-Fátima leu a carta autógrafa do Santo Padre, que explicava os motivos da visita. A Irmã Lúcia disse sentir-se muito honrada, e releu pessoalmente a carta comprazendo-se por vê-la nas suas próprias mãos. Declarou-se disposta a responder francamente a todas as perguntas.

Então, o Senhor D. Tarcisio Bertone apresenta-lhe dois envelopes: um exterior que tinha dentro outro com a carta onde estava a terceira parte do « segredo » de Fátima. Tocando esta segunda com os dedos, logo exclamou: « É a minha carta », e, depois de a ler, acrescentou: « É a minha letra ».

Com o auxílio do Bispo de Leiria-Fátima, foi lido e interpretado o texto original, que é em língua portuguesa. A Irmã Lúcia concorda com a interpretação segundo a qual a terceira parte do « segredo » consiste numa visão profética, comparável às da história sagrada. Ela reafirma a sua convicção de que a visão de Fátima se refere sobretudo à luta do comunismo ateu contra a Igreja e os cristãos, e descreve o imane sofrimento das vítimas da fé no século XX.

À pergunta: « A personagem principal da visão é o Papa? », a Irmã Lúcia responde imediatamente que sim e recorda como os três pastorinhos sentiam muita pena pelo sofrimento do Papa e Jacinta repetia: « Coitadinho do Santo Padre. Tenho muita pena dos pecadores! » A Irmã Lúcia continua: « Não sabíamos o nome do Papa; Nossa Senhora não nos disse o nome do Papa. Não sabíamos se era Bento XV, Pio XII, Paulo VI ou João Paulo II, mas que era o Papa que sofria e isso fazia-nos sofrer a nós também ».

Quanto à passagem relativa ao Bispo vestido de branco, isto é, ao Santo Padre — como logo perceberam os pastorinhos durante a « visão » — que é ferido de morte e cai por terra, a irmã Lúcia concorda plenamente com a afirmação do Papa: « Foi uma mão materna que guiou a trajectória da bala e o Santo Padre agonizante deteve-se no limiar da morte » (João Paulo II, Meditação com os Bispos Italianos, a partir da Policlínica Gemelli, 13 de Maio de 1994).

Uma vez que a Irmã Lúcia, antes de entregar ao Bispo de Leiria-Fátima de então o envelope selado com a terceira parte do « segredo », tinha escrito no envelope exterior que podia ser aberto somente depois de 1960 pelo Patriarca de Lisboa ou pelo Bispo de Leiria, o Senhor D. Bertone pergunta-lhe: « Porquê o limite de 1960? Foi Nossa Senhora que indicou aquela data? ».Resposta da Irmã Lúcia: « Não foi Nossa Senhora; fui eu que meti a data de 1960 porque, segundo intuição minha, antes de 1960 não se perceberia, compreender-se-ia somente depois. Agora pode-se compreender melhor. Eu escrevi o que vi; não compete a mim a interpretação, mas ao Papa ».

Por último, alude-se ao manuscrito, não publicado, que a Irmã Lúcia preparou para dar resposta a tantas cartas de devotos e peregrinos de Nossa Senhora. A obra intitula-se « Os apelos da Mensagem de Fátima », e contém pensamentos e reflexões que exprimem, em chave catequética e parenética, os seus sentimentos e espiritualidade cândida e simples. Perguntou-se-lhe se gostava que fosse publicado, ao que a Irmã Lúcia respondeu: « Se o Santo Padre estiver de acordo, eu fico contente; caso contrário, obedeço àquilo que decidir o Santo Padre ». A Irmã Lúcia deseja sujeitar o texto à aprovação da Autoridade Eclesiástica, esperando que o seu escrito possa contribuir para guiar os homens e mulheres de boa vontade no caminho que conduz a Deus, meta última de todo o anseio humano.

O colóquio termina com uma troca de terços: à Irmã Lúcia foi dado o terço oferecido pelo Santo Padre, e ela, por sua vez, entrega alguns terços confeccionados pessoalmente por ela.

A Bênção, concedida em nome do Santo Padre, concluiu o encontro.





COMUNICAÇÃO DE SUA EMINÊNCIA
O CARD. ÂNGELO SODANO
SECRETÁRIO DE ESTADO DE SUA SANTIDADE



No final da solene Concelebração Eucarística presidida por João Paulo II em Fátima, o Cardeal Ângelo Sodano, Secretário de Estado, pronunciou em português as palavras seguintes:



Irmãos e irmãs no Senhor!

No termo desta solene celebração, sinto o dever de apresentar ao nosso amado Santo Padre João Paulo II os votos mais cordiais de todos os presentes pelo seu próximo octogésimo aniversário natalício, agradecidos pelo seu precioso ministério pastoral em benefício de toda a Santa Igreja de Deus.

Na circunstância solene da sua vinda a Fátima, o Sumo Pontífice incumbiu-me de vos comunicar uma notícia. Como é sabido, a finalidade da vinda do Santo Padre a Fátima é a beatificação dos dois Pastorinhos. Contudo Ele quer dar a esta sua peregrinação também o valor de um renovado preito de gratidão a Nossa Senhora pela protecção que Ela Lhe tem concedido durante estes anos de pontificado. É uma protecção que parece ter a ver também com a chamada terceira parte do « segredo » de Fátima.

Tal texto constitui uma visão profética comparável às da Sagrada Escritura, que não descrevem de forma fotográfica os detalhes dos acontecimentos futuros, mas sintetizam e condensam sobre a mesma linha de fundo factos que se prolongam no tempo numa sucessão e duração não especificadas. Em consequência, a chave de leitura do texto só pode ser de carácter simbólico.

A visão de Fátima refere-se sobretudo à luta dos sistemas ateus contra a Igreja e os cristãos e descreve o sofrimento imane das testemunhas da fé do último século do segundo milénio. É uma Via Sacra sem fim, guiada pelos Papas do século vinte.

Segundo a interpretação dos pastorinhos, interpretação confirmada ainda recentemente pela Irmã Lúcia, o « Bispo vestido de branco » que reza por todos os fiéis é o Papa. Também Ele, caminhando penosamente para a Cruz por entre os cadáveres dos martirizados (bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas e várias pessoas seculares), cai por terra como morto sob os tiros de uma arma de fogo.

Depois do atentado de 13 de Maio de 1981, pareceu claramente a Sua Santidade que foi « uma mão materna a guiar a trajectória da bala », permitindo que o « Papa agonizante » se detivesse « no limiar da morte » [João Paulo II, Meditação com os Bispos Italianos, a partir da Policlínica Gemelli, em: Insegnamenti di Giovanni Paolo II, XVII-1 (Città del Vaticano 1994), 1061]. Certa ocasião em que o Bispo de Leiria-Fátima de então passara por Roma, o Papa decidiu entregar-lhe a bala que tinha ficado no jeep depois do atentado, para ser guardada no Santuário. Por iniciativa do Bispo, essa bala foi depois encastoada na coroa da imagem de Nossa Senhora de Fátima.

Depois, os acontecimentos de 1989 levaram, quer na União Soviética quer em numerosos Países do Leste, à queda do regime comunista que propugnava o ateísmo. O Sumo Pontífice agradece do fundo do coração à Virgem Santíssima também por isso. Mas, noutras partes do mundo, os ataques contra a Igreja e os cristãos, com a carga de sofrimento que eles provocam, infelizmente não cessaram. Embora os acontecimentos a que faz referência a terceira parte do « segredo » de Fátima pareçam pertencer já ao passado, o apelo à conversão e à penitência, manifestado por Nossa Senhora ao início do século vinte, conserva ainda hoje uma estimulante actualidade. « A Senhora da Mensagem parece ler com uma perspicácia singular os sinais dos tempos, os sinais do nosso tempo. (...) O convite insistente de Maria Santíssima à penitência não é senão a manifestação da sua solicitude materna pelos destinos da família humana, necessitada de conversão e de perdão » [João Paulo II, Mensagem para o Dia Mundial do Doente - 1997, n. 1, em: Insegnamenti di Giovanni Paolo II, XIX‑2 (Città del Vaticano 1996), 561].

Para consentir que os fiéis recebam melhor a mensagem da Virgem de Fátima, o Papa confiou à Congregação para a Doutrina da Fé o encargo de tornar pública a terceira parte do « segredo », depois de lhe ter preparado um adequado comentário.

Irmãos e irmãs, damos graças a Nossa Senhora de Fátima pela sua protecção. Confiamos à sua materna intercessão a Igreja do Terceiro Milénio.



Sub tuum præsidium confugimus, Sancta Dei Genetrix! Intercede pro Ecclesia. Intercede pro Papa nostro Ioanne Paulo II. Amen.



Fátima, 13 de Maio de 2000.







COMENTÁRIO TEOLÓGICO



Quem lê com atenção o texto do chamado terceiro « segredo » de Fátima, que depois de longo tempo, por disposição do Santo Padre, é aqui publicado integralmente, ficará presumivelmente desiludido ou maravilhado depois de todas as especulações que foram feitas. Não é revelado nenhum grande mistério; o véu do futuro não é rasgado. Vemos a Igreja dos mártires deste século que está para findar, representada através duma cena descrita numa linguagem simbólica de difícil decifração. É isto o que a Mãe do Senhor queria comunicar à cristandade, à humanidade num tempo de grandes problemas e angústias? Serve-nos de ajuda no início do novo milénio? Ou não serão talvez apenas projecções do mundo interior de crianças, crescidas num ambiente de profunda piedade, mas simultaneamente assustadas pelas tempestades que ameaçavam o seu tempo? Como devemos entender a visão, o que pensar dela?



Revelação pública e revelações privadas – o seu lugar teológico

Antes de encetar uma tentativa de interpretação, cujas linhas essenciais podem encontrar-se na comunicação que o Cardeal Sodano pronunciou, no dia 13 de Maio deste ano, no fim da Celebração Eucarística presidida pelo Santo Padre em Fátima, é necessário dar alguns esclarecimentos básicos sobre o modo como, segundo a doutrina da Igreja, devem ser compreendidos no âmbito da vida de fé fenómenos como o de Fátima. A doutrina da Igreja distingue « revelação pública » e « revelações privadas »; entre as duas realidades existe uma diferença essencial, e não apenas de grau. A noção « revelação pública » designa a acção reveladora de Deus que se destina à humanidade inteira e está expressa literariamente nas duas partes da Bíblia: o Antigo e o Novo Testamento. Chama-se « revelação », porque nela Deus Se foi dando a conhecer progressivamente aos homens, até ao ponto de Ele mesmo Se tornar homem, para atrair e reunir em Si próprio o mundo inteiro por meio do Filho encarnado, Jesus Cristo. Não se trata, portanto, de comunicações intelectuais, mas de um processo vital em que Deus Se aproxima do homem; naturalmente nesse processo, depois aparecem também conteúdos que têm a ver com a inteligência e a compreensão do mistério de Deus. Tal processo envolve o homem inteiro e, por conseguinte, também a razão, mas não só ela. Uma vez que Deus é um só, também a história que Ele vive com a humanidade é única, vale para todos os tempos e encontrou a sua plenitude com a vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Por outras palavras, em Cristo Deus disse tudo de Si mesmo, e portanto a revelação ficou concluída com a realização do mistério de Cristo, expresso no Novo Testamento. O Catecismo da Igreja Católica, para explicar este carácter definitivo e pleno da revelação, cita o seguinte texto de S. João da Cruz: « Ao dar-nos, como nos deu, o seu Filho, que é a sua Palavra — e não tem outra —, Deus disse-nos tudo ao mesmo tempo e de uma só vez nesta Palavra única (...) porque o que antes disse parcialmente pelos profetas, revelou-o totalmente, dando-nos o Todo que é o seu Filho. E por isso, quem agora quisesse consultar a Deus ou pedir-Lhe alguma visão ou revelação, não só cometeria um disparate, mas faria agravo a Deus, por não pôr os olhos totalmente em Cristo e buscar fora d'Ele outra realidade ou novidade » (CIC, n. 65; S. João da Cruz, A Subida do Monte Carmelo, II, 22).



O facto de a única revelação de Deus destinada a todos os povos ter ficado concluída com Cristo e o testemunho que d'Ele nos dão os livros do Novo Testamento vincula a Igreja com o acontecimento único que é a história sagrada e a palavra da Bíblia, que garante e interpreta tal acontecimento, mas não significa que agora a Igreja pode apenas olhar para o passado, ficando assim condenada a uma estéril repetição. Eis o que diz o Catecismo da Igreja Católica: « No entanto, apesar de a Revelação ter acabado, não quer dizer que esteja completamente explicitada. E está reservado à fé cristã apreender gradualmente todo o seu alcance no decorrer dos séculos » (n. 66). Estes dois aspectos — o vínculo com a unicidade do acontecimento e o progresso na sua compreensão — estão optimamente ilustrados nos discursos de despedida do Senhor, quando Ele declara aos discípulos: « Ainda tenho muitas coisas para vos dizer, mas não as podeis suportar agora. Quando vier o Espírito da Verdade, Ele guiar-vos-á para a verdade total, porque não falará de Si mesmo (...) Ele glorificar-Me-á, porque há-de receber do que é meu, para vo-lo anunciar » (Jo 16, 12-14). Por um lado, o Espírito serve de guia, desvendando assim um conhecimento cuja densidade não se podia alcançar antes porque faltava o pressuposto, ou seja, o da amplidão e profundidade da fé cristã, e que é tal que não estará concluída jamais. Por outro lado, esse acto de guiar é « receber » do tesouro do próprio Jesus Cristo, cuja profundidade inexaurível se manifesta nesta condução por obra do Espírito. A propósito disto, o Catecismo cita uma densa frase do Papa Gregório Magno: « As palavras divinas crescem com quem as lê » (CIC, n. 94; S. Gregório Magno, Homilia sobre Ezequiel 1, 7, 8). O Concílio Vaticano II indica três caminhos essenciais, através dos quais o Espírito Santo efectua a sua guia da Igreja e, consequentemente, o « crescimento da Palavra »: realiza‑se por meio da meditação e estudo dos fiéis, por meio da íntima inteligência que experimentam das coisas espirituais, e por meio da pregação daqueles « que, com a sucessão do episcopado, receberam o carisma da verdade » (Dei Verbum, n. 8).



Neste contexto, torna-se agora possível compreender correctamente o conceito de « revelação privada », que se aplica a todas as visões e revelações verificadas depois da conclusão do Novo Testamento; nesta categoria, portanto, se deve colocar a mensagem de Fátima. Ouçamos o que diz o Catecismo da Igreja Católica sobre isto também: « No decurso dos séculos tem havido revelações ditas “privadas”, algumas das quais foram reconhecidas pela autoridade da Igreja. (...) O seu papel não é (...) “completar” a Revelação definitiva de Cristo, mas ajudar a vivê-la mais plenamente numa determinada época da história » (n. 67). Isto deixa claro duas coisas:



1. A autoridade das revelações privadas é essencialmente diversa da única revelação pública: esta exige a nossa fé; de facto, nela, é o próprio Deus que nos fala por meio de palavras humanas e da mediação da comunidade viva da Igreja. A fé em Deus e na sua Palavra é distinta de qualquer outra fé, crença, opinião humana. A certeza de que é Deus que fala, cria em mim a segurança de encontrar a própria verdade; uma certeza assim não se pode verificar em mais nenhuma forma humana de conhecimento. É sobre tal certeza que edifico a minha vida e me entrego ao morrer.

2. A revelação privada é um auxílio para esta fé, e manifesta-se credível precisamente porque faz apelo à única revelação pública. O Cardeal Próspero Lambertini, mais tarde Papa Bento XIV, afirma a tal propósito num tratado clássico, que se tornou normativo a propósito das beatificações e canonizações: « A tais revelações aprovadas não é devida uma adesão de fé católica; nem isso é possível. Estas revelações requerem, antes, uma adesão de fé humana ditada pelas regras da prudência, que no-las apresentam como prováveis e religiosamente credíveis ». O teólogo flamengo E. Dhanis, eminente conhecedor desta matéria, afirma sinteticamente que a aprovação eclesial duma revelação privada contém três elementos: que a respectiva mensagem não contém nada em contraste com a fé e os bons costumes, que é lícito torná-la pública, e que os fiéis ficam autorizados a prestar-lhe de forma prudente a sua adesão [E. Dhanis, Sguardo su Fatima e bilancio di una discussione, em: La Civiltà Cattolica, CIV (1953-II), 392-406, especialmente 397]. Tal mensagem pode ser um válido auxílio para compreender e viver melhor o Evangelho na hora actual; por isso, não se deve transcurar. É uma ajuda que é oferecida, mas não é obrigatório fazer uso dela.



Assim, o critério para medir a verdade e o valor duma revelação privada é a sua orientação para o próprio Cristo. Quando se afasta d'Ele, quando se torna autónoma ou até se faz passar por outro desígnio de salvação, melhor e mais importante que o Evangelho, então ela certamente não provém do Espírito Santo, que nos guia no âmbito do Evangelho e não fora dele. Isto não exclui que uma revelação privada realce novos aspectos, faça surgir formas de piedade novas ou aprofunde e divulgue antigas. Mas, em tudo isso, deve tratar-se sempre de um alimento para a fé, a esperança e a caridade, que são, para todos, o caminho permanente da salvação. Podemos acrescentar que frequentemente as revelações privadas provêm da piedade popular e nela se reflectem, dando-lhe novo impulso e suscitando formas novas. Isto não exclui que aquelas tenham influência também na própria liturgia, como o demonstram por exemplo a festa do Corpo de Deus e a do Sagrado Coração de Jesus. Numa determinada perspectiva, pode-se afirmar que, na relação entre liturgia e piedade popular, está delineada a relação entre revelação pública e revelações privadas: a liturgia é o critério, a forma vital da Igreja no seu conjunto alimentada directamente pelo Evangelho. A religiosidade popular significa que a fé cria raízes no coração dos diversos povos, entrando a fazer parte do mundo da vida quotidiana. A religiosidade popular é a primeira e fundamental forma de « inculturação » da fé, que deve continuamente deixar-se orientar e guiar pelas indicações da liturgia, mas que, por sua vez, a fecunda a partir do coração.



Desta forma, passámos já das especificações mais negativas, e que eram primariamente necessárias, à definição positiva das revelações privadas: Como podem classificar-se de modo correcto a partir da Escritura? Qual é a sua categoria teológica? A carta mais antiga de S. Paulo que nos foi conservada e que é também o mais antigo escrito do Novo Testamento, a primeira Carta aos Tessalonicenses, parece-me oferecer uma indicação. Lá, diz o Apóstolo: « Não extingais o Espírito, não desprezeis as profecias. Examinai tudo e retende o que for bom » (5, 19-21). Em todo o tempo é dado à Igreja o carisma da profecia, que, embora tenha de ser examinado, não pode ser desprezado. A este propósito, é preciso ter presente que a profecia, no sentido da Bíblia, não significa predizer o futuro, mas aplicar a vontade de Deus ao tempo presente e consequentemente mostrar o recto caminho do futuro. Aquele que prediz o futuro pretende satisfazer a curiosidade da razão, que deseja rasgar o véu que esconde o futuro; o profeta vem em ajuda da cegueira da vontade e do pensamento, ilustrando a vontade de Deus enquanto exigência e indicação para o presente. Neste caso, a predição do futuro tem uma importância secundária; o essencial é a actualização da única revelação, que me diz respeito profundamente: a palavra profética ora é advertência ora consolação, ou então as duas coisas ao mesmo tempo. Neste sentido, pode-se relacionar o carisma da profecia com a noção « sinais do tempo », redescoberta pelo Vaticano II: « Sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu; como é que não sabeis interpretar o tempo presente? » (Lc 12, 56). Por « sinais do tempo », nesta palavra de Jesus, deve-se entender o seu próprio caminho, Ele mesmo. Interpretar os sinais do tempo à luz da fé significa reconhecer a presença de Cristo em cada período de tempo. Nas revelações privadas reconhecidas pela Igreja — e portanto na de Fátima —, trata-se disto mesmo: ajudar-nos a compreender os sinais do tempo e a encontrar na fé a justa resposta para os mesmos.



A estrutura antropológica das revelações privadas



Tendo nós procurado, com estas reflexões, determinar o lugar teológico das revelações privadas, devemos agora, ainda antes de nos lançarmos numa interpretação da mensagem de Fátima, esclarecer, embora brevemente, o seu carácter antropológico (psicológico). A antropologia teológica distingue, neste âmbito, três formas de percepção ou « visão »: a visão pelos sentidos, ou seja, a percepção externa corpórea; a percepção interior; e a visão espiritual (visio sensibilis, imaginativa, intellectualis). É claro que, nas visões de Lourdes, Fátima, etc, não se trata da percepção externa normal dos sentidos: as imagens e as figuras vistas não se encontram fora no espaço circundante, como está lá, por exemplo, uma árvore ou uma casa. Isto é bem evidente, por exemplo, no caso da visão do inferno (descrita na primeira parte do « segredo » de Fátima) ou então na visão descrita na terceira parte do « segredo », mas pode-se facilmente comprovar também noutras visões, sobretudo porque não eram captadas por todos os presentes, mas apenas pelos « videntes ». De igual modo, é claro que não se trata duma « visão » intelectual sem imagens, como acontece nos altos graus da mística. Trata-se, portanto, da categoria intermédia, a percepção interior que, para o vidente, tem uma força de presença tal que equivale à manifestação externa sensível.



Este ver interiormente não significa que se trata de fantasia, que seria apenas uma expressão da imaginação subjectiva. Significa, antes, que a alma recebe o toque suave de algo real mas que está para além do sensível, tornando-a capaz de ver o não-sensível, o não-visível aos sentidos: uma visão através dos « sentidos internos ». Trata-se de verdadeiros « objectos » que tocam a alma, embora não pertençam ao mundo sensível que nos é habitual. Por isso, exige-se uma vigilância interior do coração que, na maior parte do tempo, não possuímos por causa da forte pressão das realidades externas e das imagens e preocupações que enchem a alma. A pessoa é levada para além da pura exterioridade, onde é tocada por dimensões mais profundas da realidade que se lhe tornam visíveis. Talvez assim se possa compreender por que motivo os destinatários preferidos de tais aparições sejam precisamente as crianças: a sua alma ainda está pouco alterada, e quase intacta a sua capacidade interior de percepção. « Da boca dos pequeninos e das crianças de peito recebeste louvor »: esta foi a resposta de Jesus — servindo-se duma frase do Salmo 8 (v. 3) — à crítica dos sumos sacerdotes e anciãos, que achavam inoportuno o grito hossana das crianças (Mt 21, 16).



Como dissemos, a « visão interior » não é fantasia, mas uma verdadeira e própria maneira de verificação. Fá-lo, porém, com as limitações que lhe são próprias. Se, na visão exterior, já interfere o elemento subjectivo, isto é, não vemos o objecto puro mas este chega-nos através do filtro dos nossos sentidos que têm de operar um processo de tradução; na visão interior, isso é ainda mais claro, sobretudo quando se trata de realidades que por si mesmas ultrapassam o nosso horizonte. O sujeito, o vidente, tem uma influência ainda mais forte; vê segundo as próprias capacidades concretas, com as modalidades de representação e conhecimento que lhe são acessíveis. Na visão interior, há, de maneira ainda mais acentuada que na exterior, um processo de tradução, desempenhando o sujeito uma parte essencial na formação da imagem daquilo que aparece. A imagem pode ser captada apenas segundo as suas medidas e possibilidades. Assim, tais visões não são em caso algum a « fotografia » pura e simples do Além, mas trazem consigo também as possibilidades e limitações do sujeito que as apreende.



Isto é patente em todas as grandes visões dos Santos; naturalmente vale também para as visões dos pastorinhos de Fátima. As imagens por eles delineadas não são de modo algum mera expressão da sua fantasia, mas fruto duma percepção real de origem superior e íntima; nem se hão-de imaginar como se por um instante se tivesse erguido a ponta do véu do Além, aparecendo o Céu na sua essencialidade pura, como esperamos vê-lo na união definitiva com Deus. Poder-se-ia dizer que as imagens são uma síntese entre o impulso vindo do Alto e as possibilidades disponíveis para o efeito por parte do sujeito que as recebe, isto é, das crianças. Por tal motivo, a linguagem feita de imagens destas visões é uma linguagem simbólica. Sobre isto, diz o Cardeal Sodano: « Não descrevem de forma fotográfica os detalhes dos acontecimentos futuros, mas sintetizam e condensam sobre a mesma linha de fundo factos que se prolongam no tempo numa sucessão e duração não especificadas ». Esta sobreposição de tempos e espaços numa única imagem é típica de tais visões, que, na sua maioria, só podem ser decifradas a posteriori. E não é necessário que cada elemento da visão tenha de possuir uma correspondência histórica concreta. O que conta é a visão como um todo, e a partir do conjunto das imagens é que se devem compreender os detalhes. O que efectivamente constitui o centro duma imagem só pode ser desvendado, em última análise, a partir do que é o centro absoluto da « profecia » cristã: o centro é o ponto onde a visão se torna apelo e indicação da vontade de Deus.



Uma tentativa de interpretação do « segredo » de Fátima



A primeira e a segunda parte do « segredo » de Fátima foram já discutidas tão amplamente por específicas publicações, que não necessitam de ser ilustradas novamente aqui. Queria apenas chamar brevemente a atenção para o ponto mais significativo. Os pastorinhos experimentaram, durante um instante terrível, uma visão do inferno. Viram a queda das « almas dos pobres pecadores ». Em seguida, foi-lhes dito o motivo pelo qual tiveram de passar por esse instante: para « salvá-las » — para mostrar um caminho de salvação. Isto faz-nos recordar uma frase da primeira Carta de Pedro que diz: « Estais certos de obter, como prémio da vossa fé, a salvação das almas » (1, 9). Como caminho para se chegar a tal objectivo, é indicado de modo surpreendente para pessoas originárias do ambiente cultural anglo-saxónico e germânico - a devoção ao Imaculado Coração de Maria. Para compreender isto, deveria bastar uma breve explicação. O termo « coração », na linguagem da Bíblia, significa o centro da existência humana, uma confluência da razão, vontade, temperamento e sensibilidade, onde a pessoa encontra a sua unidade e orientação interior. O « coração imaculado » é, segundo o evangelho de Mateus (5, 8), um coração que a partir de Deus chegou a uma perfeita unidade interior e, consequentemente, « vê a Deus ». Portanto, « devoção » ao Imaculado Coração de Maria é aproximar-se desta atitude do coração, na qual o fiat — « seja feita a vossa vontade » — se torna o centro conformador de toda a existência. Se porventura alguém objectasse que não se deve interpor um ser humano entre nós e Cristo, lembre-se de que Paulo não tem medo de dizer às suas comunidades: « Imitai-me » (cf. 1 Cor 4, 16; Fil 3, 17; 1 Tes 1, 6; 2 Tes 3, 7.9). No Apóstolo, elas podem verificar concretamente o que significa seguir Cristo. Mas, com quem poderemos nós aprender sempre melhor do que com a Mãe do Senhor?



Chegamos assim finalmente à terceira parte do « segredo » de Fátima, publicado aqui pela primeira vez integralmente. Como resulta da documentação anterior, a interpretação dada pelo Cardeal Sodano, no seu texto do dia 13 de Maio, tinha antes sido apresentada pessoalmente à Irmã Lúcia. A tal propósito, ela começou por observar que lhe foi dada a visão, mas não a sua interpretação. A interpretação, dizia, não compete ao vidente, mas à Igreja. No entanto, depois da leitura do texto, a Irmã Lúcia disse que tal interpretação corresponde àquilo que ela mesma tinha sentido e que, pela sua parte, reconhecia essa interpretação como correcta. Sendo assim, limitar-nos-emos, naquilo que vem a seguir, a dar de forma profunda um fundamento à referida interpretação, partindo dos critérios anteriormente desenvolvidos.



Do mesmo modo que tínhamos indentificado, como palavra-chave da primeira e segunda parte do « segredo », a frase « salvar as almas », assim agora a palavra-chave desta parte do « segredo » é o tríplice grito: « Penitência, Penitência, Penitência! » Volta-nos ao pensamento o início do Evangelho: « Pænitemini et credite evangelio » (Mc 1, 15). Perceber os sinais do tempo significa compreender a urgência da penitência, da conversão, da fé. Tal é a resposta justa a uma época histórica caracterizada por grandes perigos, que serão delineados nas sucessivas imagens. Deixo aqui uma recordação pessoal: num colóquio que a Irmã Lúcia teve comigo, ela disse-me que lhe parecia cada vez mais claramente que o objectivo de todas as aparições era fazer crescer sempre mais na fé, na esperança e na caridade; tudo o mais pretendia apenas levar a isso.

Examinemos agora mais de perto as diversas imagens. O anjo com a espada de fogo à esquerda da Mãe de Deus lembra imagens análogas do Apocalipse: ele representa a ameaça do juízo que pende sobre o mundo. A possibilidade que este acabe reduzido a cinzas num mar de chamas, hoje já não aparece de forma alguma como pura fantasia: o próprio homem preparou, com suas invenções, a espada de fogo. Em seguida, a visão mostra a força que se contrapõe ao poder da destruição: o brilho da Mãe de Deus e, de algum modo proveniente do mesmo, o apelo à penitência. Deste modo, é sublinhada a importância da liberdade do homem: o futuro não está de forma alguma determinado imutavelmente, e a imagem vista pelos pastorinhos não é, absolutamente, um filme antecipado do futuro, do qual já nada se poderia mudar. Na realidade, toda a visão acontece só para chamar em campo a liberdade e orientá-la numa direcção positiva. O sentido da visão não é, portanto, o de mostrar um filme sobre o futuro, já fixo irremediavelmente; mas exactamente o contrário: o seu sentido é mobilizar as forças da mudança em bem. Por isso, há que considerar completamente extraviadas aquelas explicações fatalistas do « segredo » que dizem, por exemplo, que o autor do atentado de 13 de Maio de 1981 teria sido, em última análise, um instrumento do plano divino predisposto pela Providência e, por conseguinte, não poderia ter agido livremente, ou outras ideias semelhantes que por aí andam. A visão fala sobretudo de perigos e do caminho para salvar-se deles.



As frases seguintes do texto mostram uma vez mais e de forma muito clara o carácter simbólico da visão: Deus permanece o incomensurável e a luz que está para além de qualquer visão nossa. As pessoas humanas são vistas como que num espelho. Devemos ter continuamente presente esta limitação inerente à visão, cujos confins estão aqui visivelmente indicados. O futuro é visto apenas « como que num espelho, de maneira confusa » (cf. 1 Cor 13, 12). Consideremos agora as diversas imagens que se sucedem no texto do « segredo ». O lugar da acção é descrito com três símbolos: uma montanha íngreme, uma grande cidade meia em ruínas e finalmente uma grande cruz de troncos toscos. A montanha e a cidade simbolizam o lugar da história humana: a história como árdua subida para o alto, a história como lugar da criatividade e convivência humana e simultaneamente de destruições pelas quais o homem aniquila a obra do seu próprio trabalho. A cidade pode ser lugar de comunhão e progresso, mas também lugar do perigo e da ameaça mais extrema. No cimo da montanha, está a cruz: meta e ponto de orientação da história. Na cruz, a destruição é transformada em salvação; ergue-se como sinal da miséria da história e como promessa para a mesma.

Aparecem lá, depois, pessoas humanas: o Bispo vestido de branco (« tivemos o pressentimento que era o Santo Padre »), outros bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas e, finalmente, homens e mulheres de todas as classes e posições sociais. O Papa parece caminhar à frente dos outros, tremendo e sofrendo por todos os horrores que o circundam. E não são apenas as casas da cidade que jazem meio em ruínas; o seu caminho é ladeado pelos cadáveres dos mortos. Deste modo, o caminho da Igreja é descrito como uma Via Sacra, como um caminho num tempo de violência, destruições e perseguições. Nesta imagem, pode-se ver representada a história dum século inteiro. Tal como os lugares da terra aparecem sinteticamente representados nas duas imagens da montanha e da cidade e estão orientados para a cruz, assim também os tempos são apresentados de forma contraída: na visão, podemos reconhecer o século vinte como século dos mártires, como século dos sofrimentos e perseguições à Igreja, como o século das guerras mundiais e de muitas guerras locais que ocuparam toda a segunda metade do mesmo, tendo feito experimentar novas formas de crueldade. No « espelho » desta visão, vemos passar as testemunhas da fé de decénios. A este respeito, é oportuno mencionar uma frase da carta que a Irmã Lúcia escreveu ao Santo Padre no dia 12 de Maio de 1982: « A terceira parte do “segredo” refere-se às palavras de Nossa Senhora: “Se não, [a Rússia] espalhará os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas” ».



Na Via Sacra deste século, tem um papel especial a figura do Papa. Na árdua subida da montanha, podemos sem dúvida ver figurados conjuntamente diversos Papas, começando de Pio X até ao Papa actual, que partilharam os sofrimentos deste século e se esforçaram por avançar, no meio deles, pelo caminho que leva à cruz. Na visão, também o Papa é morto na estrada dos mártires. Não era razoável que o Santo Padre, quando, depois do atentado de 13 de Maio de 1981, mandou trazer o texto da terceira parte do « segredo », tivesse lá identificado o seu próprio destino? Esteve muito perto da fronteira da morte, tendo ele mesmo explicado a sua salvação com as palavras seguintes: « Foi uma mão materna que guiou a trajectória da bala e o Papa agonizante deteve-se no limiar da morte » (13 de Maio de 1994). O facto de ter havido lá uma « mão materna » que desviou a bala mortífera demonstra uma vez mais que não existe um destino imutável, que a fé e a oração são forças que podem influir na história e que, em última análise, a oração é mais forte que as balas, a fé mais poderosa que os exércitos.



A conclusão do « segredo » lembra imagens, que Lúcia pode ter visto em livros de piedade e cujo conteúdo deriva de antigas intuições de fé. É uma visão consoladora, que quer tornar permeável à força sanificante de Deus uma história de sangue e de lágrimas. Anjos recolhem, sob os braços da cruz, o sangue dos mártires e com ele regam as almas que se aproximam de Deus. O sangue de Cristo e o sangue dos mártires são vistos aqui juntos: o sangue dos mártires escorre dos braços da cruz. O seu martírio realiza-se solidariamente com a paixão de Cristo, identificando-se com ela. Eles completam em favor do corpo de Cristo o que ainda falta aos seus sofrimentos (cf. Col 1, 24). A sua própria vida tornou-se eucaristia, inserindo-se no mistério do grão de trigo que morre e se torna fecundo. O sangue dos mártires é semente de cristãos, disse Tertuliano. Tal como nasceu a Igreja da morte de Cristo, do seu lado aberto, assim também a morte das testemunhas é fecunda para a vida futura da Igreja. Deste modo, a visão da terceira parte do « segredo », tão angustiante ao início, termina numa imagem de esperança: nenhum sofrimento é vão, e precisamente uma Igreja sofredora, uma Igreja dos mártires torna-se sinal indicador para o homem na sua busca de Deus. Não se trata apenas de ver os que sofrem acolhidos na mão amorosa de Deus como Lázaro, que encontrou a grande consolação e misteriosamente representa Cristo, que por nós Se quis fazer o pobre Lázaro; mas há algo mais: do sofrimento das testemunhas deriva uma força de purificação e renovamento, porque é a actualização do próprio sofrimento de Cristo e transmite ao tempo presente a sua eficácia salvífica.



Chegamos assim a uma última pergunta: O que é que significa no seu conjunto (nas suas três partes) o « segredo » de Fátima? O que é nos diz a nós? Em primeiro lugar, devemos supor, como afirma o Cardeal Sodano, que « os acontecimentos a que faz referência a terceira parte do “segredo” de Fátima parecem pertencer já ao passado ». Os diversos acontecimentos, na medida em que lá são representados, pertencem já ao passado. Quem estava à espera de impressionantes revelações apocalípticas sobre o fim do mundo ou sobre o futuro desenrolar da história, deve ficar desiludido. Fátima não oferece tais satisfações à nossa curiosidade, como, aliás, a fé cristã em geral que não pretende nem pode ser alimento para a nossa curiosidade. O que permanece — dissemo-lo logo ao início das nossas reflexões sobre o texto do « segredo » — é a exortação à oração como caminho para a « salvação das almas », e no mesmo sentido o apelo à penitência e à conversão.



Queria, no fim, tomar uma vez mais outra palavra-chave do « segredo » que justamente se tornou famosa: « O meu Imaculado Coração triunfará ». Que significa isto? Significa que este Coração aberto a Deus, purificado pela contemplação de Deus, é mais forte que as pistolas ou outras armas de qualquer espécie. O fiat de Maria, a palavra do seu Coração, mudou a história do mundo, porque introduziu neste mundo o Salvador: graças àquele « Sim », Deus pôde fazer-Se homem no nosso meio e tal permanece para sempre. Que o maligno tem poder neste mundo, vemo-lo e experimentamo-lo continuamente; tem poder, porque a nossa liberdade se deixa continuamente desviar de Deus. Mas, desde que Deus passou a ter um coração humano e deste modo orientou a liberdade do homem para o bem, para Deus, a liberdade para o mal deixou de ter a última palavra. O que vale desde então, está expresso nesta frase: « No mundo tereis aflições, mas tende confiança! Eu venci o mundo » (Jo 16, 33). A mensagem de Fátima convida a confiar nesta promessa.



Joseph Card. Ratzinger

Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé







(1) Lê-se no diário de João XXIII, a 17 de Agosto de 1959: « Audiências: P. Philippe, Comissário do S.O., que me traz a carta que contém a terceira parte dos segredos de Fátima. Reservo-me de a ler com o meu Confessor ».





(2) Vale a pena recordar o comentário feito pelo Santo Padre, na Audiência Geral de 14 de Outubro de 1981, sobre « O acontecimento de Maio: grande prova divina », em: Insegnamenti di Giovanni Paolo II, IV‑2 (Città del Vaticano 1981), 409-412; cf. L'Osservatore Romano (ed. portuguesa de 18-X-1981), 484.



(3) Radiomensagem durante o rito, na Basílica de Santa Maria Maior, « Veneração, agradecimento, entrega à Virgem Maria Theotokos », em: Insegnamenti di Giovanni Paolo II, IV-1 (Città del Vaticano 1981), 1246; cf. L'Osservatore Romano (ed. portuguesa de 14-VI-1981), 302.



(4) Na Jornada Jubilar das Famílias, o Papa entrega a Nossa Senhora os homens e as nações: Insegnamenti di Giovanni Paolo II, VII-1 (Città del Vaticano 1984), 775-777; cf. L'Osservatore Romano (ed. portuguesa de 1-IV-1984), 157 e 160.



(5) Texto original da carta:





(6) Na « quarta memória », de 8 de Dezembro de 1941, a Irmã Lúcia escreve: « Começo pois a minha nova tarefa, e cumprirei as ordens de V. Ex.cia Rev.ma e os desejos do Senhor Dr. Galamba. Excetuando a parte do segredo que por agora não me é permitido revelar, direi tudo; advertidamente não deixarei nada. Suponho que poderão esquecer-me apenas alguns pequenos detalhes de mínima importância ».

Texto original:





(7) Na citada « quarta memória », a Irmã Lúcia acrescenta: « Em Portugal se conservará sempre o dogma da fé etc. ».

Texto original:





(8) Na transcrição, respeitou-se o texto original mesmo quando havia erros e imprecisões de escrita e pontuação, os quais, aliás, não impedem a compreensão daquilo que a vidente quis dizer.
Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fôgo que parcia estar debaixo da terra. Mergulhados em êsse fôgo os demónios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras, ou bronziadas com forma humana, que flutuavam no incêndio levadas pelas chamas que d’elas mesmas saiam, juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faulhas em os grandes incêndios sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dôr e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor. Os demónios destinguiam-se por formas horríveis e ascrosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes e negros. Esta vista foi um momento, e graças à nossa bôa Mãe do Céu; que antes nos tinha prevenido com a promeça de nos levar para o Céu (na primeira aparição) se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor.

Em seguida, levantámos os olhos para Nossa Senhora que nos disse com bondade e tristeza:

— Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores, para as salvar, Deus quer establecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração. Se fizerem o que eu disser salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar, mas se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra peor. Quando virdes uma noite, alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz, se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja, os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sufrer, várias nações serão aniquiladas, por fim o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será consedido ao mundo algum tempo de paz ››.

Redacção feita pela Irmã Lúcia na “Terceira Memória”, de 31 de agosto de 1941, destinada ao Bispo de Leiria-Fátima

Por fim o meu Imaculado Coração triunfará”.Nossa Senhora





8 de Junho - Assinatura da Paz, Tratado de Versalhes, encerrando a Primeira Guerra Mundial, em 28 de junho de 1919, dia da festa do Sagrado Coração de Maria
O iniciar do triunfo do Sagrado Coração de Maria

Em setembro de 1911, Jesus solicitava à mística belga, Berthe Petit, que as pessoas invocassem o Doloroso e Imaculado Coração de Maria. Alguns anos se passaram e, em 31 de maio de 1915, o Papa Bento XV recomendou, igualmente, que as criaturas se dirigissem ao Doloroso e Imaculado Coração de Maria. Já no dia 28 de setembro do mesmo ano, ele ampliou este gesto, outorgando indulgência de cem dias a quem invocasse a Mãe de Deus com tal título.

No dia 7 de março de 1916, o Cardeal Mercier anunciava a intenção de consagrar sua diocese ao Doloroso e Imaculado Coração de Maria. Em 1917, por ocasião do Natal, o Cardeal Bourne, primaz da Inglaterra, consagrou sua pátria, solenemente, ao Coração da Mãe Santíssima.

A partir de 13 de maio de 1917, a Virgem apareceu em Fátima e, após haver mostrado, aos três pastorinhos, uma visão das almas que caem no Inferno, declarou: "Para salvá-las, Deus deseja estabelecer no mundo a devoção ao meu Coração Imaculado", prometendo que "No final, meu Coração Imaculado triunfará." E o Tratado de Versalhes, definindo o término da Primeira Guerra Mundial, foi finalmente assinado no dia 28 de junho de 1918, dia da Festa do Sagrado Coração de Maria.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O amor salvara o mundo

O Construtor de Pontes.

Relações com outros grupos religiosos




Papa João Paulo II viajou extensivamente e encontrou-se com os crentes de muitos credos diferentes. Ele sempre tentou encontrar um terreno comum , tanto doutrinal e dogmática. No Dia Mundial de Oração pela Paz , realizado em Assis , em 27 de Outubro de 1986, mais de 120 representantes de diferentes religiões e confissões cristãs passaram um dia com jejuns e orações. [ 86 ]
[ editar ] Anglicanismo
Papa João Paulo II tinha boas relações com a Igreja da Inglaterra , referido por seu predecessor , o Papa Paulo VI , como "nossa querida irmã da Igreja" . [ 87 ] Ele pregou na Catedral de Canterbury , durante sua visita à Grã-Bretanha, [ 76 ] e recebeu o arcebispo de Canterbury , com amizade e cortesia. [ 76 ] No entanto, João Paulo II estava desapontado com a Igreja da Inglaterra decisão de oferecer o sacramento da Ordem para as mulheres e viu-o como um passo na direção oposta de unidade entre os Comunhão Anglicana ea Igreja Católica. [ 87 ]
Em 1980 João Paulo II emitiu uma Provisão Pastoral permitindo ex-padres casados ​​Episcopal para se tornarem padres católicos, e para a aceitação do ex- igreja Episcopal em paróquias da Igreja Católica. Ele também permitiu a criação do Uso Anglicano forma do rito latino , que incorpora as Anglicana Livro de Oração Comum . II ecumênicos históricos John Paul esforço com a Comunhão Anglicana foi realizada com o estabelecimento de Nossa Senhora da Igreja Católica Expiação (Utilize Anglicana), em cooperação com o arcebispo Patrick Flores de San Antonio, Texas, nos Estados Unidos. [ 88 ]
[ editar ] luteranismo
Em sua peregrinação apostólica à Noruega, Islândia, Finlândia, Dinamarca e Suécia, 1-10 jun 1989 , João Paulo II se tornou o primeiro papa a visitar os países com maioria igrejas luteranas. Além de celebrar a missa com os fiéis católicos, ele participou de serviços ecumênico em lugares que costumava ser santuários católicos antes da Reforma Luterana do século 16: Noruega Nidaros Catedral , Islândia Thingvellir , Finlândia, Turku Catedral , Dinamarca Catedral de Roskilde e Suécia Catedral de Uppsala .
Em 31 de outubro de 1999 (aniversário de 482 Dia da Reforma , o lançamento da 95 teses ), representantes do Vaticano e da Federação Luterana Mundial assinaram uma Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação , como um gesto de unidade.
[ editar ] Judaísmo


O Muro das Lamentações em Jerusalém
As relações entre o catolicismo eo judaísmo melhorou durante o pontificado de João Paulo II. [ 8 ] [ 81 ] Ele falava freqüentemente sobre a relação da Igreja com os judeus. [ 8 ]
Como uma criança, Karol Wojtyla tinha jogado esportes com seus muitos vizinhos judeus. [ 36 ] [ 89 ] Em 1979, ele se tornou o primeiro papa a visitar o alemão campo de concentração de Auschwitz na Polônia, onde muitos de seus compatriotas (na sua maioria judeus poloneses ) tiveram pereceu durante a ocupação nazi / Segunda Guerra Mundial. Em 1998 ele publicou "Nós recordamos: uma reflexão sobre a Shoah" , que apresenta o seu pensamento sobre o Holocausto . [ 90 ] Ele também se tornou o primeiro papa, conhecido por ter feito uma visita oficial papal a uma sinagoga , [ 91 ] , quando ele visitou o Grande Sinagoga de Roma em 13 de Abril de 1986. [ 11 ] [ 92 ] [ 93 ]
Em 1994, João Paulo II estabeleceu relações diplomáticas entre a Santa Sé eo Estado de Israel , reconhecendo seu papel central na vida judaica e da fé. [ 11 ] [ 94 ] Em homenagem a este evento, o Papa João Paulo II acolheu "O Concerto do Papa para comemorar o 'Holocausto . Este concerto, que foi concebido e realizado pela American Maestro Gilbert Levine , teve a participação do rabino chefe de Roma , o presidente da Itália , e os sobreviventes do Holocausto de todo o mundo. [ 95 ] [ 96 ]
Em Março de 2000, João Paulo II visitou o Yad Vashem , o memorial do Holocausto em Israel nacional, e mais tarde fez história ao tocar um dos lugares mais sagrados do Judaísmo, o Muro das Lamentações , em Jerusalém , [ 81 ] colocar uma carta no seu interior (em que ele perdão para as ações contra os judeus). orou [ 11 ] [ 80 ] [ 81 ] [ 97 ] Em parte do seu discurso, ele disse: "Eu garanto ao povo judeu ... a Igreja Católica está profundamente entristecida pelo ódio, os actos de perseguições e manifestações de anti-semitismo dirigidos contra os judeus por cristãos em qualquer momento e em qualquer lugar " , ele acrescentou que não havia "nenhuma palavra forte o suficiente para deplorar a terrível tragédia do Holocausto" . [ 80 ] [ 81 ] Israel gabinete ministro rabino Michael Melchior , que hospedou o Papa é a visita, disse que estava "muito emocionado" pelo Papa o gesto. [ 80 ] [ 81 ]
" Foi além da história, além da memória. "
- O rabino Michael Melchior (26 de março de 2000) [ 80 ]
" Estamos profundamente entristecidos pelo comportamento daqueles que no decurso da história causaram estes vossos filhos a sofrer, e pedir o seu perdão, queremos empenhar-nos numa fraternidade autêntica com o povo da Aliança. "
- Papa João Paulo II (12 de Março de 2000) a partir de um bilhete deixado pelo papa no Muro das Lamentações em Jerusalém [ 97 ] [ 98 ]
Em outubro de 2003, a Liga Anti-Difamação (ADL), divulgou um comunicado felicitando João Paulo II, ao entrar no 25 º ano de pontificado. [ 94 ] Em janeiro de 2005, João Paulo II se tornou o primeiro papa na história conhecida para receber uma bênção sacerdotal a partir de um rabino, quando Rabinos Benjamin Blech , Barry Schwartz Dov, e Jack Bemporad visitou o Pontífice na Sala Clementina do Palácio Apostólico . [ 99 ]
Imediatamente após o papa a morte, a ADL publicou uma declaração que o papa João Paulo II tinha revolucionado judaico-relações entre católicos , dizendo que "mudar mais para melhor aconteceu em seu papado anos 27 do que nos quase dois mil anos antes." [ 100 ] Em outro comunicado divulgado pela, Austrália e Israel Assuntos Conselho Judaico, Diretor Dr. Colin Rubenstein disse, "O Papa será lembrado por sua liderança espiritual inspiradora na causa da liberdade e da humanidade. Conseguiu muito mais em termos de relações com ambos os transformar o povo judeu eo Estado de Israel do que qualquer outra figura na história da Igreja Católica " . [ 11 ]
" Com o Judaísmo, portanto, temos uma relação que não temos com qualquer outra religião. Vocês são nossos irmãos amados, e de certa forma, pode-se dizer que vocês são nossos irmãos mais velhos. "
- Papa João Paulo II (13 de Abril de 1986) [ 69 ]
[ editar ] Igreja Ortodoxa
Ver artigo principal: João Paulo II, Papa relações com a Igreja Ortodoxa Oriental
Em maio de 1999, João Paulo II visitou a Roménia , a convite do Patriarca Teoctist Arăpaşu da Igreja Ortodoxa Romena . Esta foi a primeira vez que um Papa tinha visitado um país predominantemente Oriental Ortodoxa desde o Grande Cisma de 1054. [ 101 ] Em sua chegada, o Patriarca eo presidente da Romênia , Emil Constantinescu , saudou o Papa. [ 101 ] O Patriarca disse, "O segundo milênio da história cristã começou com um ferimento doloroso da unidade da Igreja, o fim do milênio assistiu a um verdadeiro compromisso para restaurar a unidade dos cristãos." [ 101 ]
João Paulo II visitou outra área fortemente Ortodoxa, Ucrânia, em 23-27 de Junho de 2001, a convite do Presidente da Ucrânia e bispos da Igreja Greco-Católica Ucraniana . [ 102 ] O Papa falou aos líderes do Concílio ucraniano Todas as Igrejas e Organizações religiosas, pedindo ", tolerante e honesto diálogo aberto". [ 102 ] Cerca de 200 mil pessoas assistiram à liturgia celebrada pelo Papa em Kiev , e da liturgia em Lviv reuniu cerca de um milhão e meio de fiéis. [ 102 ] João Paulo II afirmou que o fim do Grande Cisma foi uma de suas mais caras desejos. [ 102 ] sarar as divisões entre a Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas orientais e bizantinas sobre tradições latinas era claramente de interesse pessoal grande. Por muitos anos, João Paulo II tentou facilitar o diálogo ea unidade afirmando desde 1988 em Euntes em mundum que "A Europa tem dois pulmões, ele nunca irá respirar com facilidade até que ele usa os dois" .
Durante seus 2.001 viagens, João Paulo II tornou-se o primeiro papa a visitar a Grécia em 1291 anos. [ 103 ] [ 104 ] Em Atenas , o Papa se reuniu com o arcebispo Christodoulos , o chefe da Igreja Ortodoxa Grega . [ 103 ] Após 30 privada Reunião minutos, os dois falaram publicamente. Christodoulos ler uma lista de "13 infracções" da Igreja Católica contra a Igreja Ortodoxa Oriental desde o Grande Cisma , [ 103 ] , incluindo a pilhagem de Constantinopla pelos cruzados em 1204, e lamentou a falta de pedido de desculpas da Igreja Católica Romana, dizendo: "Até agora, não foi ouvido um único pedido de perdão" para os "cruzados maníaco do século 13." [ 103 ]
O Papa respondeu dizendo "Para as ocasiões passadas e presentes, quando os filhos e filhas da Igreja Católica pecou por ação ou omissão contra Ortodoxa seus irmãos e irmãs, que o Senhor nos conceda o perdão", ao qual Christodoulos imediatamente aplaudido. João Paulo II disse ainda que o saque de Constantinopla era uma fonte de "profundo pesar" para os católicos. [ 103 ] Mais tarde, João Paulo e Christodoulos reuniu-se em um local onde São Paulo pregou uma vez para os cristãos ateniense. Eles divulgaram uma "declaração comum", dizendo "Faremos tudo ao nosso alcance, para que as raízes cristãs da Europa e da sua alma cristã pode ser preservada. ... Nós condenamos todos o recurso, o proselitismo da violência e do fanatismo, em nome da religião " . [ 103 ] Os dois líderes, em seguida, disse que a Oração do Senhor juntos, quebrando um tabu ortodoxos contra a rezar com os católicos. [ 103 ]
O Papa também disse que durante todo o seu pontificado, que um de seus maiores sonhos era visitar a Rússia, mas isso nunca ocorreu. Ele tentou resolver os problemas que surgiram ao longo dos séculos entre a Igreja Católica e Ortodoxa Russa igrejas, como dar de volta o ícone de Nossa Senhora de Kazan , em agosto de 2004.


O Dalai Lama reuniu-se com o Papa João Paulo II, oito vezes.
[ editar ] Budismo
Tenzin Gyatso , o 14 º Dalai Lama visitou o Papa João Paulo II, oito vezes mais do que qualquer outra dignidade única. O Papa eo Dalai Lama frequentemente partilhadas opiniões semelhantes e compreendeu males semelhantes, ambos provenientes de populações atingidas pelo comunismo e ambas as cabeças sendo das principais instituições religiosas. [ 105 ] [ 106 ]
[ editar ] Islã


Papa João Paulo II com Mir-Hossein Mousavi , primeiro-ministro do Irã
Papa João Paulo II fez esforços consideráveis ​​para melhorar as relações entre o catolicismo eo islamismo . [ 107 ]
Em 06 de maio de 2001, o Papa João Paulo II se tornou o primeiro papa católico para entrar e rezar em uma mesquita islâmica. Respeitosamente tirando seus sapatos, ele entrou na Mesquita Omíada , um antigo era bizantina igreja cristã dedicada a João Batista (que se acredita ser enterrado lá), em Damasco, na Síria , e fez um discurso incluindo a declaração: "Por todas as vezes que Muçulmanos e cristãos têm ofendido o outro, precisamos buscar o perdão do Todo-Poderoso e oferecer cada outro perdão. " [ 12 ] [ 13 ] Ele beijou o Alcorão na Síria, [ 108 ] [ 109 ] [ 110 ] um ato que o fez popular entre os muçulmanos, mas que perturbou muitos católicos. [ 109 ]
Em 2004, o Papa João Paulo II recebeu o "Papal Concerto da Reconciliação", que reuniu líderes do Islã com os líderes da comunidade judaica e da Igreja Católica, no Vaticano, para um concerto pelo Coro da Filarmônica de Cracóvia da Polónia, da Filarmônica de Londres Coro do Reino Unido, a Orquestra Sinfônica de Pittsburgh nos Estados Unidos, ea Ancara Estado Coro Polifónico da Turquia . [ 111 ] [ 112 ] [ 113 ] [ 114 ] O evento foi concebido e realizado por Sir Gilbert Levine , KCSG e foi difusão em todo o mundo. [ 111 ] [ 112 ] [ 113 ] [ 114 ]
João Paulo II dirigiu a publicação do Catecismo da Igreja Católica , que faz uma oferta especial para os muçulmanos , aí, está escrito: "O plano da salvação inclui também aqueles que reconhecem o Criador , em primeiro lugar entre os quais estão os muçulmanos ; professando manter a fé de Abraão, e connosco adoram o Deus único e misericordioso, de julgar a humanidade no último dia. " [ 115 ]
[ editar ] Papel na queda do comunismo


O presidente russo, Vladimir Putin encontro o Papa João Paulo II
Ver artigo principal: See-União Soviética relações Santo
João Paulo II foi creditado como sendo fundamental na derrubada do comunismo na Europa Oriental, [ 3 ] [ 4 ] [ 5 ] [ 6 ] [ 7 ] [ 8 ] [ 116 ] por ser o espiritual, a inspiração por trás de sua queda, e um catalisador para "uma revolução pacífica" na Polônia. Lech Wałęsa , o fundador da "Solidariedade" , creditado João Paulo II com os poloneses dando coragem para levantar-se. [ 8 ] De acordo com Wałęsa, "Antes de seu pontificado, o mundo foi dividido em blocos . Ninguém sabia como se livrar do comunismo no. Varsóvia , em 1979, ele simplesmente disse: 'Não tenhais medo "e, posteriormente, orou:" Deixe seu Espírito descer e mudar a imagem da terra ... esta terra ". " [ 116 ] [ 117 ]
O presidente Ronald Reagan é a correspondência com o Papa revela "uma contínua correndo para reforçar o apoio do Vaticano para as políticas dos EUA. Talvez o mais surpreendente, os documentos mostram que, tão tarde quanto 1984, o papa não acreditam que o governo comunista polonês poderia ser mudado. " [ 118 ]
Em dezembro de 1989, João Paulo II se encontrou com o líder soviético Mikhail Gorbachev , no Vaticano, e cada um expressa o seu respeito e admiração pelo outro. Gorbachev disse certa vez: "O colapso da Cortina de Ferro teria sido impossível sem João Paulo II " . [ 3 ] [ 5 ] Por Paulo passando John, Mikhail Gorbachev disse: "João Paulo II devoção Papa a seus seguidores é um exemplo notável de todos os um de nós. " [ 7 ] [ 116 ] [ 119 ]


Presidente dos EUA, George W. Bush apresenta a Medalha da Liberdade ao Papa João Paulo II, em Junho de 2004
Em fevereiro de 2004, o Papa João Paulo II foi nomeado para o Prémio Nobel da Paz honrar a vida do seu trabalho na oposição opressão comunista e ajudar a remodelar o mundo. [ 120 ]
O presidente George W. Bush apresentou a Medalha Presidencial da Liberdade , a mais alta honra civil da América, para o Papa João Paulo II durante uma cerimônia no Vaticano 04 junho de 2004. [ 121 ] O presidente leu a citação que acompanha a medalha, que reconheceu "o filho da Polónia ", cujo" stand princípios de paz e liberdade inspirou milhões e ajudou a derrubar o comunismo ea tirania. " [ 121 ] Após receber o prêmio, João Paulo II disse: "Que o desejo de, paz, liberdade, um mundo mais humano simbolizado por esta medalha inspirar homens e mulheres de boa vontade em todo tempo e lugar. " [ 121 ]
" Varsóvia, Moscou, Budapeste, Berlim, Praga, Sófia e Bucareste tornaram-se as fases de uma longa peregrinação rumo à liberdade. É admirável que, nestes eventos, povos inteiros falou - mulheres, jovens, homens, superar medos, sua sede irreprimível de liberdade acelerada evolução, fez desabar as paredes e portões abertos.
http://en.wikipedia.org/wiki/Pope_John_Paul_II

A liberdade não consiste em fazer o que gostamos, mas em ter o direito de fazer o que devemos. " - Papa João Paulo I

Ensinamentos




Papa João Paulo II na Praça de São Pedro (1985)
Como Papa, um dos mais importantes papéis João Paulo II era para ensinar as pessoas sobre o cristianismo. Ele escreveu 14 encíclicas papais e ensinou sobre "A Teologia do Corpo".
Em seu No início do terceiro milênio ( Novo Millennio Ineunte ), ele enfatizou a importância do "Partir de Cristo ":" Não, nós não seremos salvos por uma fórmula, mas uma Pessoa. "
Em O Esplendor da Verdade ( Veritatis Splendor ), ele enfatizou a dependência do homem em Deus e na Sua Lei ("Sem o Criador, a criatura desaparece") ea "dependência da liberdade na verdade". Ele alertou que "o homem abandonando-se ao relativismo e cepticismo , sai em busca de uma ilusória liberdade fora da própria verdade ".
Em Fides et Ratio ( Sobre a relação entre Fé e Razão ) de João Paulo promoveu um renovado interesse na filosofia e um exercício autónomo da verdade em questões teológicas. Baseando-se em diversas fontes (como o tomismo ), descreveu a relação de mútuo apoio entre a fé ea razão , e enfatizou que os teólogos devem centrar-se sobre essa relação.
João Paulo II também escreveu extensivamente sobre os trabalhadores ea doutrina social da Igreja, que ele discutiu em três encíclicas. Através de suas encíclicas e muitos Cartas Apostólicas e exortações, João Paulo também falou sobre a dignidade da mulher e da importância da família para o futuro da humanidade. [ 8 ]
Outras encíclicas incluem O Evangelho da Vida ( Evangelium Vitae ) e Ut unum sint ( Que todos sejam um ). Apesar das críticas que o acusam de inflexibilidade, ele explicitamente re-afirmou Católica ensinamentos morais contra, a eutanásia eo aborto assassinato que está em vigor há mais de mil anos. [ 8 ]
" Como a família vai, vai assim a nação e assim vai o mundo em que vivemos. "
- Papa João Paulo II [ 69 ]
[ editar ] Viagens Pastoral
artigo: Principais passeios Pastoral do Papa João Paulo II


João Paulo II visita do Papa ao Parlamento polaco em 11 junho de 1999


O ex-presidente dos EUA, George W. Bush e Laura Bush visita do Papa João Paulo II em Castel Gandolfo em 23 de julho de 2001
Durante seu pontificado, o Papa João Paulo II fez viagens a 129 países, [ 6 ] e registrou mais de 1,1 milhões quilômetros (725.000 milhas). Ele sempre atraiu grandes multidões em suas viagens, alguns entre os maiores alguma vez reunida na história da humanidade , como o Mundial de Manila Dia da Juventude , que reuniu cerca de 5 milhões de pessoas. [ 70 ] Alguns sugeriram que ele pode ter sido o maior encontro cristão nunca, embora isso não é certo. [ 71 ]
Dois dos II primeiras oficial John visitas Paul foram para o México em janeiro de 1979 e na Polônia em junho de 1979, onde uma multidão em êxtase constante rodeava. [ 72 ] Esta primeira viagem à Polónia erguida toda a nação o espírito e provocou a formação da Solidariedade movimento em 1980 , que trouxe a liberdade e os direitos humanos ao seu conturbado país. [ 8 ] Em viagens mais tarde para a Polónia, que deu apoio tácito à organização. [ 8 ] viagens sucessivas reforçou essa mensagem e Polónia começou o processo que acabaria por derrotar a dominação dos União Soviética na Europa Oriental em 1989. [ 3 ] [ 4 ] [ 5 ] [ 6 ] [ 7 ] [ 72 ]
Embora algumas de suas viagens (tais como para os Estados Unidos ea Terra Santa ) foram para locais previamente visitados pelo Papa Paulo VI , João Paulo II tornou-se o primeiro papa a visitar a Casa Branca durante a sua viagem aos EUA outubro de 1979, onde foi saudado calorosamente pelo então presidente Jimmy Carter . Ele também viajou para países que nenhum papa jamais havia visitado antes. Ele foi o primeiro papa a visitar o México em janeiro de 1979, [ 73 ] antes de sua viagem inicial para a Polônia como Papa, assim como à Irlanda no final daquele ano. [ 74 ] [ 75 ] Ele foi o Campeão do primeiro papa a viajar para os Estados Unidos Unido , em 1982, [ 76 ] onde se encontrou com a Rainha Elizabeth II , o governador supremo da Igreja da Inglaterra . [ 76 ] Ele viajou para o Haiti em 1983, onde ele falou em crioulo de milhares de católicos pobres reunidos para saudá-lo na aeroporto. Sua mensagem, "as coisas devem mudar no Haiti", referindo-se a disparidade entre os ricos e os pobres, foi recebido com aplausos estrondosos. [ 77 ] Em 2000, ele foi o moderno primeiro papa a visitar o Egito , [ 78 ] , onde se encontrou com o papa copta , o Papa Shenouda III [ 78 ] eo patriarca ortodoxo grego de Alexandria . [ 78 ] [ 79 ] Ele foi o primeiro papa católico a visitar e orar em Islâmica Mesquita , em Damasco , na Síria em 2001. Ele visitou a Mesquita dos Omíadas , um ex- igreja cristã , onde João Batista é acreditado para ser enterrado, [ 12 ] onde fez um discurso pedindo para os muçulmanos, cristãos e judeus para trabalharem juntos. [ 12 ] [ 13 ]
Em 15 de janeiro de 1995, durante a X Jornada Mundial , ele ofereceu missa para uma multidão estimada em entre cinco e sete milhões de Luneta Park , [ 70 ] Manila , nas Filipinas, que foi considerado o maior encontro único na história cristã . [ 70 ] Em março de 2000, quando visitava Jerusalém , João Paulo se tornou o primeiro papa da história a visitar e rezar no Muro das Lamentações . [ 80 ] [ 81 ] Em setembro de 2001, em meio a pós- 11 de setembro preocupações, ele viajou para o Cazaquistão , com um público composto em grande parte dos muçulmanos, e para a Arménia , a participar na celebração dos 1700 anos de cristianismo nessa nação. [ 82 ]
" Hoje, pela primeira vez na história, o bispo de Roma põe os pés em solo Inglês. Esta bela terra, uma vez que um distante posto avançado do pagã do mundo, tornou-se, através da pregação do Evangelho, um talentoso e amado por parte da vinha Cristo. "
- Papa João Paulo II (1982) [ 69 ]
João Paulo II Mundial de Viagens Papa: [ 83 ]
1979
1. 01 de janeiro 25 de fevereiro
República Dominicana e México
2. 02-10 junho
Polónia
3. Setembro 29 de outubro a 7
Irlanda e Estados Unidos
4. 28-30 novembro
Turquia
1980
5. 02-12 maio
Zaire , República do Congo , Quénia , Gana , República do Alto Volta e Costa do Marfim
6. 02 de maio 30 de junho
França
7. 30 junho - 12 julho
Brasil
8. 15-19 novembro
Alemanha Ocidental
1981
9. 16-27 fevereiro
Filipinas , Guam e Japão
1982
10. 12-19 fevereiro
Nigéria , Benin , Gabão e Guiné Equatorial
11. 12-15 maio
Portugal (incluindo Fátima )
12. 02 de maio 28 de junho
Grã-Bretanha
13. 10-13 junho
Argentina
14. 15 de junho
Suíça
15. 29 de agosto
São Marino
16. 31 de outubro de Novembro e 9
Espanha
1983
17. 02-10 março
Costa Rica , Nicarágua , Panamá , El Salvador , Guatemala , Belize , Honduras e Haiti
18. 16-23 junho
Polónia
19. 14-15 agosto
Lourdes em França
20. 10-13 setembro
Áustria
1984
21. 02-12 maio
Coreia do Sul , Papua Nova Guiné , Ilhas Salomão , Tailândia
22. 12-17 junho
Suíça
23. 9-20 setembro
Canadá
24. 10-12 outubro
Espanha , República Dominicana , Puerto Rico
1985
25. 06 de janeiro 26 de fevereiro
Venezuela , Equador , Peru , Trinidad e Tobago
26. 11-21 maio
Bélgica , Holanda , Luxemburgo
27. 08-19 agosto
Togo , Costa do Marfim , Camarões , República Centro Africano , Zaire , Quênia , Marrocos
28. 08 de setembro
Liechtenstein
1986
29. 10 de fevereiro 1 de Fevereiro
Índia
30. 01-08 julho
Colômbia , St. Lucia
31. 04-07 outubro
França
32. 19 de novembro-dezembro um
Austrália , Nova Zelândia , Bangladesh , Fiji , Singapura , Seychelles
1987
33. 13 mar 31 de abril
Uruguai , Chile , Argentina
34. 30 abril - 4 maio
Alemanha Ocidental
35. 08-14 junho
Polónia
36. 10-20 setembro
Estados Unidos e Canadá
1988
37. 07-18 maio
Uruguai , Bolívia , Peru , Paraguai
38. 23-27 junho
Áustria
39. 10-19 setembro
Zimbabwe , Botswana , Lesoto , Suazilândia , Moçambique , desvio através da África do Sul
40. 08-11 outubro
França
1989
41. 28 abril - 6 maio
Madagascar , Reunião , Zâmbia e Malawi
42. 01-10 junho
Noruega , Islândia , Finlândia , Dinamarca , Suécia
43. 19-21 agosto
Espanha
44. 6-16 outubro
Coreia do Sul , Indonésia , Timor Leste , Ilhas Maurícias
1990
45. 01 de janeiro 25 de fevereiro
Cabo Verde , Guiné-Bissau , Mali , Burkina Faso , Chade
46. 21-22 abril
Checoslováquia
47. 06-13 maio
México , Curaçao
48. 25-27 maio
Malta
49. 1-10 setembro
Tanzânia , Ruanda , do Burundi , Costa do Marfim
1991
50. 10-13 maio
Portugal
51. 1-09 junho
Polónia
52. 13-20 agosto
Polônia , Hungria
53. 12-21 outubro
Brasil
1992
54. 19-26 fevereiro
Senegal , Gâmbia , Guiné
55. 4-10 junho
Angola , São Tomé e Príncipe
56. 09-14 outubro
República Dominicana
1993
57. 03-10 fevereiro
Benin , Uganda , Sudão
58. 25 de abril
Albânia
59. 12-17 junho
Espanha
60. 09-16 agosto
Jamaica , México , Estados Unidos
61. 4-10 setembro
Lituânia , Letónia , Estónia
1994
62. 10-11 setembro
Croácia
1995
63. 12-21 janeiro
Filipinas , Austrália , Papua Nova Guiné , Sri Lanka
64. 20-22 maio
República Checa , Polónia
65. Junho 03-04
Bélgica
66. 30 de junho
Eslováquia
67. 14-20 setembro
Camarões , Quénia , África do Sul
68. 04-08 outubro
Estados Unidos
1996
69. 5-12 fevereiro
Guatemala , El Salvador , Nicarágua , Venezuela
70. 14 de abril
Tunísia
71. 17-19 maio
Eslovénia
72. 21-23 junho
Alemanha
73. 6-07 setembro
Hungria
74. 19-22 setembro
França
1997
75. 12-13 abril
Sarajevo , Bósnia e Herzegovina
76. 25-27 abril
República Checa
77. 10-11 maio
Líbano
78. 10 de maio 31 de junho
Polónia
79. 21-24 agosto
França
80. 2-5 outubro
Brasil
1998
81. 21-25 janeiro
Cuba
82. 21-23 março
Nigéria
83. 19-21 junho
Áustria
84. 2-04 outubro
Croácia
1999
85. 22-25 janeiro
Cidade do México, no México
26-27 janeiro
St. Louis , Missouri
86. 07-09 maio
Roménia
87. 05-17 junho
Polónia
88. 19 de setembro
Eslovénia
89. 05-9 novembro
Nova Deli , Índia , e Tbilisi na Geórgia
2000
90. 24-26 fevereiro
Egito
91. 20-26 março
Jordânia , Israel e Territórios Palestinos Autónoma
92. 12-13 maio
Fátima em Portugal
2001
93. (a), maio 04-05
Atenas, na Grécia
93. (b) 05-06 maio
Síria
93. (c) 8-9 maio
Malta
94. 23-27 junho
Ucrânia
95. 22-27 setembro
Arménia e Cazaquistão
2002
96. 22-26 maio
Azerbaijão e Bulgária
97. 01 de julho 23 de agosto
Canadá , Guatemala e México
98. 16-19 agosto
Polónia
2003
99. Maio 3-4
Espanha
100. 05-09 junho
Croácia
101. 22 de junho
Bósnia e Herzegovina
102.September 14/11
Eslováquia
2004
103. Junho 5-6
Suíça
104. 14-15 agosto
Lourdes em França


Mapa indicando os países do Papa João Paulo II visitou.
[ editar ] Juventude


Dia Mundial da Juventude é uma fé católica popular evento temático de juventude internacional iniciada pelo Papa João Paulo II
João Paulo II tinha uma relação especial com a juventude católica e é conhecido por alguns como o Papa para a Juventude . [ 84 ] [ 85 ] Antes ele era pontífice, que ele usou para caminhada e mountain acampamento com os jovens. Ele ainda foi caminhadas na montanha, quando ele era papa. [ 84 ] Ele estava preocupado com a educação dos futuros sacerdotes e fez muitas primeiras visitas aos seminários Romano, incluindo o Venerável Colégio Inglês , em 1979. [ 32 ] Ele estabeleceu Dia Mundial da Juventude em 1984 com a intenção de trazer os jovens católicos de todas as partes do mundo reúnem para celebrar a fé. [ 32 ] [ 84 ] [ 85 ] Estes encontros de uma semana da juventude ocorrem a cada dois ou três anos, atraindo centenas de milhares de jovens, que vão lá para cantar, o partido, ter um bom tempo e aprofundar a sua fé. [ 32 ] [ 85 ] As 19 Jornadas Mundiais da Juventude celebradas durante o seu pontificado, reuniu milhares de jovens de todo o mundo. Durante este tempo, seus cuidados para a família foi expressa no Encontros Mundiais das Famílias, que iniciou em 1994. [ 32 ]
" Os jovens são ameaçados ... pelo mau uso das técnicas de propaganda que estimulam a inclinação natural para evitar o trabalho duro, prometendo a satisfação imediata de todos os desejos. "
- Papa João Paulo II [ 69 ]
[ editar ] Relações com outros grupos religiosos


Monumento ao Papa João Paulo II em Roma
Papa João Paulo II viajou extensivamente e encontrou-se com os crentes de muitos credos diferentes. Ele sempre tentou encontrar um terreno comum , tanto doutrinal e dogmática. No Dia Mundial de Oração pela Paz , realizado em Assis , em 27 de Outubro de 1986, mais de 120 representantes de diferentes religiões e confissões cristãs passaram um dia com jejuns e orações. [ 86 ]
[ editar ] Anglicanismo
Papa João Paulo II tinha boas relações com a Igreja da Inglaterra , referido por seu predecessor , o Papa Paulo VI , como "nossa querida irmã da Igreja" . [ 87 ] Ele pregou na Catedral de Canterbury , durante sua visita à Grã-Bretanha, [ 76 ] e recebeu o arcebispo de Canterbury , com amizade e cortesia. [ 76 ] No entanto, João Paulo II estava desapontado com a Igreja da Inglaterra decisão de oferecer o sacramento da Ordem para as mulheres e viu-o como um passo na direção oposta de unidade entre os Comunhão Anglicana ea Igreja Católica. [ 87 ]
Em 1980 João Paulo II emitiu uma Provisão Pastoral permitindo ex-padres casados ​​Episcopal para se tornarem padres católicos, e para a aceitação do ex- igreja Episcopal em paróquias da Igreja Católica. Ele também permitiu a criação do Uso Anglicano forma do rito latino , que incorpora as Anglicana Livro de Oração Comum . II ecumênicos históricos John Paul esforço com a Comunhão Anglicana foi realizada com o estabelecimento de Nossa Senhora da Igreja Católica Expiação (Utilize Anglicana), em cooperação com o arcebispo Patrick Flores de San Antonio, Texas, nos Estados Unidos. [ 88 ]
[ editar ] luteranismo
Em sua peregrinação apostólica à Noruega, Islândia, Finlândia, Dinamarca e Suécia, 1-10 jun 1989 , João Paulo II se tornou o primeiro papa a visitar os países com maioria igrejas luteranas. Além de celebrar a missa com os fiéis católicos, ele participou de serviços ecumênico em lugares que costumava ser santuários católicos antes da Reforma Luterana do século 16: Noruega Nidaros Catedral , Islândia Thingvellir , Finlândia, Turku Catedral , Dinamarca Catedral de Roskilde e Suécia Catedral de Uppsala .
Em 31 de outubro de 1999 (aniversário de 482 Dia da Reforma , o lançamento da 95 teses ), representantes do Vaticano e da Federação Luterana Mundial assinaram uma Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação , como um gesto de unidade.
[ editar ] Judaísmo


O Muro das Lamentações em Jerusalém
As relações entre o catolicismo eo judaísmo melhorou durante o pontificado de João Paulo II. [ 8 ] [ 81 ] Ele falava freqüentemente sobre a relação da Igreja com os judeus. [ 8 ]
Como uma criança, Karol Wojtyla tinha jogado esportes com seus muitos vizinhos judeus. [ 36 ] [ 89 ] Em 1979, ele se tornou o primeiro papa a visitar o alemão campo de concentração de Auschwitz na Polônia, onde muitos de seus compatriotas (na sua maioria judeus poloneses ) tiveram pereceu durante a ocupação nazi / Segunda Guerra Mundial. Em 1998 ele publicou "Nós recordamos: uma reflexão sobre a Shoah" , que apresenta o seu pensamento sobre o Holocausto . [ 90 ] Ele também se tornou o primeiro papa, conhecido por ter feito uma visita oficial papal a uma sinagoga , [ 91 ] , quando ele visitou o Grande Sinagoga de Roma em 13 de Abril de 1986. [ 11 ] [ 92 ] [ 93 ]
Em 1994, João Paulo II estabeleceu relações diplomáticas entre a Santa Sé eo Estado de Israel , reconhecendo seu papel central na vida judaica e da fé. [ 11 ] [ 94 ] Em homenagem a este evento, o Papa João Paulo II acolheu "O Concerto do Papa para comemorar o 'Holocausto . Este concerto, que foi concebido e realizado pela American Maestro Gilbert Levine , teve a participação do rabino chefe de Roma , o presidente da Itália , e os sobreviventes do Holocausto de todo o mundo. [ 95 ] [ 96 ]
Em Março de 2000, João Paulo II visitou o Yad Vashem , o memorial do Holocausto em Israel nacional, e mais tarde fez história ao tocar um dos lugares mais sagrados do Judaísmo, o Muro das Lamentações , em Jerusalém , [ 81 ] colocar uma carta no seu interior (em que ele perdão para as ações contra os judeus). orou [ 11 ] [ 80 ] [ 81 ] [ 97 ] Em parte do seu discurso, ele disse: "Eu garanto ao povo judeu ... a Igreja Católica está profundamente entristecida pelo ódio, os actos de perseguições e manifestações de anti-semitismo dirigidos contra os judeus por cristãos em qualquer momento e em qualquer lugar " , ele acrescentou que não havia "nenhuma palavra forte o suficiente para deplorar a terrível tragédia do Holocausto" . [ 80 ] [ 81 ] Israel gabinete ministro rabino Michael Melchior , que hospedou o Papa é a visita, disse que estava "muito emocionado" pelo Papa o gesto. [ 80 ] [ 81 ]
" Foi além da história, além da memória. "
- O rabino Michael Melchior (26 de março de 2000) [ 80 ]
" Estamos profundamente entristecidos pelo comportamento daqueles que no decurso da história causaram estes vossos filhos a sofrer, e pedir o seu perdão, queremos empenhar-nos numa fraternidade autêntica com o povo da Aliança. "
- Papa João Paulo II (12 de Março de 2000) a partir de um bilhete deixado pelo papa no Muro das Lamentações em Jerusalém [ 97 ] [ 98 ]
Em outubro de 2003, a Liga Anti-Difamação (ADL), divulgou um comunicado felicitando João Paulo II, ao entrar no 25 º ano de pontificado. [ 94 ] Em janeiro de 2005, João Paulo II se tornou o primeiro papa na história conhecida para receber uma bênção sacerdotal a partir de um rabino, quando Rabinos Benjamin Blech , Barry Schwartz Dov, e Jack Bemporad visitou o Pontífice na Sala Clementina do Palácio Apostólico . [ 99 ]
Imediatamente após o papa a morte, a ADL publicou uma declaração que o papa João Paulo II tinha revolucionado judaico-relações entre católicos , dizendo que "mudar mais para melhor aconteceu em seu papado anos 27 do que nos quase dois mil anos antes." [ 100 ] Em outro comunicado divulgado pela, Austrália e Israel Assuntos Conselho Judaico, Diretor Dr. Colin Rubenstein disse, "O Papa será lembrado por sua liderança espiritual inspiradora na causa da liberdade e da humanidade. Conseguiu muito mais em termos de relações com ambos os transformar o povo judeu eo Estado de Israel do que qualquer outra figura na história da Igreja Católica " . [ 11 ]
" Com o Judaísmo, portanto, temos uma relação que não temos com qualquer outra religião. Vocês são nossos irmãos amados, e de certa forma, pode-se dizer que vocês são nossos irmãos mais velhos. "
- Papa João Paulo II (13 de Abril de 1986) [ 69 ]
[ editar ] Igreja Ortodoxa
Ver artigo principal: João Paulo II, Papa relações com a Igreja Ortodoxa Oriental
Em maio de 1999, João Paulo II visitou a Roménia , a convite do Patriarca Teoctist Arăpaşu da Igreja Ortodoxa Romena . Esta foi a primeira vez que um Papa tinha visitado um país predominantemente Oriental Ortodoxa desde o Grande Cisma de 1054. [ 101 ] Em sua chegada, o Patriarca eo presidente da Romênia , Emil Constantinescu , saudou o Papa. [ 101 ] O Patriarca disse, "O segundo milênio da história cristã começou com um ferimento doloroso da unidade da Igreja, o fim do milênio assistiu a um verdadeiro compromisso para restaurar a unidade dos cristãos." [ 101 ]
João Paulo II visitou outra área fortemente Ortodoxa, Ucrânia, em 23-27 de Junho de 2001, a convite do Presidente da Ucrânia e bispos da Igreja Greco-Católica Ucraniana . [ 102 ] O Papa falou aos líderes do Concílio ucraniano Todas as Igrejas e Organizações religiosas, pedindo ", tolerante e honesto diálogo aberto". [ 102 ] Cerca de 200 mil pessoas assistiram à liturgia celebrada pelo Papa em Kiev , e da liturgia em Lviv reuniu cerca de um milhão e meio de fiéis. [ 102 ] João Paulo II afirmou que o fim do Grande Cisma foi uma de suas mais caras desejos. [ 102 ] sarar as divisões entre a Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas orientais e bizantinas sobre tradições latinas era claramente de interesse pessoal grande. Por muitos anos, João Paulo II tentou facilitar o diálogo ea unidade afirmando desde 1988 em Euntes em mundum que "A Europa tem dois pulmões, ele nunca irá respirar com facilidade até que ele usa os dois" .
Durante seus 2.001 viagens, João Paulo II tornou-se o primeiro papa a visitar a Grécia em 1291 anos. [ 103 ] [ 104 ] Em Atenas , o Papa se reuniu com o arcebispo Christodoulos , o chefe da Igreja Ortodoxa Grega . [ 103 ] Após 30 privada Reunião minutos, os dois falaram publicamente. Christodoulos ler uma lista de "13 infracções" da Igreja Católica contra a Igreja Ortodoxa Oriental desde o Grande Cisma , [ 103 ] , incluindo a pilhagem de Constantinopla pelos cruzados em 1204, e lamentou a falta de pedido de desculpas da Igreja Católica Romana, dizendo: "Até agora, não foi ouvido um único pedido de perdão" para os "cruzados maníaco do século 13." [ 103 ]
O Papa respondeu dizendo "Para as ocasiões passadas e presentes, quando os filhos e filhas da Igreja Católica pecou por ação ou omissão contra Ortodoxa seus irmãos e irmãs, que o Senhor nos conceda o perdão", ao qual Christodoulos imediatamente aplaudido. João Paulo II disse ainda que o saque de Constantinopla era uma fonte de "profundo pesar" para os católicos. [ 103 ] Mais tarde, João Paulo e Christodoulos reuniu-se em um local onde São Paulo pregou uma vez para os cristãos ateniense. Eles divulgaram uma "declaração comum", dizendo "Faremos tudo ao nosso alcance, para que as raízes cristãs da Europa e da sua alma cristã pode ser preservada. ... Nós condenamos todos o recurso, o proselitismo da violência e do fanatismo, em nome da religião " . [ 103 ] Os dois líderes, em seguida, disse que a Oração do Senhor juntos, quebrando um tabu ortodoxos contra a rezar com os católicos. [ 103 ]
O Papa também disse que durante todo o seu pontificado, que um de seus maiores sonhos era visitar a Rússia, mas isso nunca ocorreu. Ele tentou resolver os problemas que surgiram ao longo dos séculos entre a Igreja Católica e Ortodoxa Russa igrejas, como dar de volta o ícone de Nossa Senhora de Kazan , em agosto de 2004.


O Dalai Lama reuniu-se com o Papa João Paulo II, oito vezes.
[ editar ] Budismo
Tenzin Gyatso , o 14 º Dalai Lama visitou o Papa João Paulo II, oito vezes mais do que qualquer outra dignidade única. O Papa eo Dalai Lama frequentemente partilhadas opiniões semelhantes e compreendeu males semelhantes, ambos provenientes de populações atingidas pelo comunismo e ambas as cabeças sendo das principais instituições religiosas. [ 105 ] [ 106 ]
[ editar ] Islã


Papa João Paulo II com Mir-Hossein Mousavi , primeiro-ministro do Irã
Papa João Paulo II fez esforços consideráveis ​​para melhorar as relações entre o catolicismo eo islamismo . [ 107 ]
Em 06 de maio de 2001, o Papa João Paulo II se tornou o primeiro papa católico para entrar e rezar em uma mesquita islâmica. Respeitosamente tirando seus sapatos, ele entrou na Mesquita Omíada , um antigo era bizantina igreja cristã dedicada a João Batista (que se acredita ser enterrado lá), em Damasco, na Síria , e fez um discurso incluindo a declaração: "Por todas as vezes que Muçulmanos e cristãos têm ofendido o outro, precisamos buscar o perdão do Todo-Poderoso e oferecer cada outro perdão. " [ 12 ] [ 13 ] Ele beijou o Alcorão na Síria, [ 108 ] [ 109 ] [ 110 ] um ato que o fez popular entre os muçulmanos, mas que perturbou muitos católicos. [ 109 ]
Em 2004, o Papa João Paulo II recebeu o "Papal Concerto da Reconciliação", que reuniu líderes do Islã com os líderes da comunidade judaica e da Igreja Católica, no Vaticano, para um concerto pelo Coro da Filarmônica de Cracóvia da Polónia, da Filarmônica de Londres Coro do Reino Unido, a Orquestra Sinfônica de Pittsburgh nos Estados Unidos, ea Ancara Estado Coro Polifónico da Turquia . [ 111 ] [ 112 ] [ 113 ] [ 114 ] O evento foi concebido e realizado por Sir Gilbert Levine , KCSG e foi difusão em todo o mundo. [ 111 ] [ 112 ] [ 113 ] [ 114 ]
João Paulo II dirigiu a publicação do Catecismo da Igreja Católica , que faz uma oferta especial para os muçulmanos , aí, está escrito: "O plano da salvação inclui também aqueles que reconhecem o Criador , em primeiro lugar entre os quais estão os muçulmanos ; professando manter a fé de Abraão, e connosco adoram o Deus único e misericordioso, de julgar a humanidade no último dia. " [ 115 ]
[ editar ] Papel na queda do comunismo


O presidente russo, Vladimir Putin encontro o Papa João Paulo II
Ver artigo principal: See-União Soviética relações Santo
João Paulo II foi creditado como sendo fundamental na derrubada do comunismo na Europa Oriental, [ 3 ] [ 4 ] [ 5 ] [ 6 ] [ 7 ] [ 8 ] [ 116 ] por ser o espiritual, a inspiração por trás de sua queda, e um catalisador para "uma revolução pacífica" na Polônia. Lech Wałęsa , o fundador da "Solidariedade" , creditado João Paulo II com os poloneses dando coragem para levantar-se. [ 8 ] De acordo com Wałęsa, "Antes de seu pontificado, o mundo foi dividido em blocos . Ninguém sabia como se livrar do comunismo no. Varsóvia , em 1979, ele simplesmente disse: 'Não tenhais medo "e, posteriormente, orou:" Deixe seu Espírito descer e mudar a imagem da terra ... esta terra ". " [ 116 ] [ 117 ]
O presidente Ronald Reagan é a correspondência com o Papa revela "uma contínua correndo para reforçar o apoio do Vaticano para as políticas dos EUA. Talvez o mais surpreendente, os documentos mostram que, tão tarde quanto 1984, o papa não acreditam que o governo comunista polonês poderia ser mudado. " [ 118 ]
Em dezembro de 1989, João Paulo II se encontrou com o líder soviético Mikhail Gorbachev , no Vaticano, e cada um expressa o seu respeito e admiração pelo outro. Gorbachev disse certa vez: "O colapso da Cortina de Ferro teria sido impossível sem João Paulo II " . [ 3 ] [ 5 ] Por Paulo passando John, Mikhail Gorbachev disse: "João Paulo II devoção Papa a seus seguidores é um exemplo notável de todos os um de nós. " [ 7 ] [ 116 ] [ 119 ]


Presidente dos EUA, George W. Bush apresenta a Medalha da Liberdade ao Papa João Paulo II, em Junho de 2004
Em fevereiro de 2004, o Papa João Paulo II foi nomeado para o Prémio Nobel da Paz honrar a vida do seu trabalho na oposição opressão comunista e ajudar a remodelar o mundo. [ 120 ]
O presidente George W. Bush apresentou a Medalha Presidencial da Liberdade , a mais alta honra civil da América, para o Papa João Paulo II durante uma cerimônia no Vaticano 04 junho de 2004. [ 121 ] O presidente leu a citação que acompanha a medalha, que reconheceu "o filho da Polónia ", cujo" stand princípios de paz e liberdade inspirou milhões e ajudou a derrubar o comunismo ea tirania. " [ 121 ] Após receber o prêmio, João Paulo II disse: "Que o desejo de, paz, liberdade, um mundo mais humano simbolizado por esta medalha inspirar homens e mulheres de boa vontade em todo tempo e lugar. " [ 121 ]
" Varsóvia, Moscou, Budapeste, Berlim, Praga, Sófia e Bucareste tornaram-se as fases de uma longa peregrinação rumo à liberdade. É admirável que, nestes eventos, povos inteiros falou - mulheres, jovens, homens, superar medos, sua sede irreprimível de liberdade acelerada evolução, fez desabar as paredes e portões abertos. "
- Papa João Paulo II (1989) [ 4 ]
[ editar ] tentativas de homicídio
Ver artigo principal: 1981 o Papa João Paulo II tentativa de assassinato , Juan María Fernández y Krohn , e The Plot Bojinka
Quando ele entrou St. Praça Pedro de abordar uma audiência em 13 de maio de 1981, João Paulo II foi baleado e gravemente ferido por Mehmet Ali Ağca , [ 6 ] [ 16 ] [ 122 ] um perito treinado Turco pistoleiro que era um membro do militante fascista grupo Lobos Cinzentos . [ 123 ] O assassino usou uma Browning 9 milímetros pistola semi-automática , [ 124 ], atingindo-o no abdômen e perfuração do seu cólon e intestino delgado, várias vezes. [ 5 ] João Paulo II foi levado às pressas para o complexo do Vaticano e depois para o Hospital Gemelli . A caminho do hospital, ele perdeu a consciência. Mesmo que as balas perdidas sua artéria mesentérica e aorta abdominal , ele perdeu quase três quartos do seu sangue. Ele passou por cinco horas de cirurgia para tratar sua perda maciça de sangue e feridas abdominais. [ 125 ] Os cirurgiões realizaram uma colostomia , temporária redistribuir a parte superior do intestino grosso para deixar a parte inferior danificada curar. [ 125 ] Quando ele rapidamente ganhou a consciência antes de que está sendo operado, ele instruiu os médicos para não remover seu Escapulário Castanho durante a operação. [ 126 ] [ 127 ] O papa afirmou que Nossa Senhora de Fátima ajudaram mantê-lo vivo durante toda a sua provação. [ 6 ] [ 122 ] [ 128 ]
" Eu poderia esquecer que o evento [Ali Agca tentativa de assassinato] na Praça de São Pedro teve lugar no dia e na hora em que a primeira aparição da Mãe de Cristo aos camponeses pobres pouco tem sido lembrado por mais de sessenta anos em Fátima, Portugal? Para que em tudo o que aconteceu comigo naquele mesmo dia, eu senti que a protecção maternal e cuidados extraordinários, que acabou por ser mais forte do que a bala mortal. "
-O Papa João Paulo II - Memória & Identidade , Weidenfeld & Nicolson, 2005, p.184
Agca foi capturado e contido por uma freira e outros espectadores, até a polícia chegar. Ele foi condenado à prisão perpétua . Dois dias depois do Natal, em 1983, João Paulo II visitou a prisão onde seu suposto assassino foi detido. Os dois conversaram privadamente por 20 minutos. [ 6 ] [ 122 ] João Paulo II disse: "O que falamos terá que permanecer um segredo entre ele e mim. Falei com ele como um irmão, a quem eu tenho perdoado e que tem a minha confiança total. "
Em 02 de março de 2006, uma Comissão Parlamentar Italiana, a Comissão Mitrokhin , criada por Silvio Berlusconi e dirigido por Forza Italia senador Paolo Guzzanti , concluiu que a União Soviética estava por trás do atentado contra Paulo II a vida de João, [ 123 ] [ 129 ] em retaliação papa apoio de Solidariedade , católica, pró-democrática polaca "trabalhadores movimento, uma teoria que já havia sido apoiado por Michael Ledeen e os Estados Unidos Agência Central de Inteligência na época. [ 123 ] [ 129 ] Italiano relatório afirmou que certas Comunista Búlgaro departamentos de segurança foram utilizados para impedir a União Soviética o papel de ser descoberto. [ 129 ] O relatório afirma inteligência militar soviética (Glavnoje Razvedyvatel'noje Upravlenije) e não a KGB foi responsável. [ 129 ] dos Negócios Estrangeiros russo Serviço de Inteligência O porta-voz Boris Labusov chamou a acusação de "absurdo" . [ 129 ] Embora o papa declarou durante a Maio de 2002, visita à Bulgária que o país soviético-liderança era o bloco não tinha nada a ver com a tentativa de assassinato , [ 123 ] [ 129 ] sua secretária, Cardeal Stanislaw Dziwisz , alegou em seu livro Uma Vida com Karol , que o papa estava convencido privada que o ex -União Soviética estava por trás da tentativa de assassinato. [ 130 ] a Bulgária ea Rússia disputado italiano comissão conclusões do, salientando que o papa negou o búlgaro conexão. [ 129 ]
Uma segunda tentativa de assassinato ocorreu em 12 de maio de 1982, apenas um dia antes do aniversário do primeiro atentado contra sua vida, em Fátima, Portugal , quando um homem tentou esfaquear João Paulo II, com uma baioneta . [ 131 ] [ 132 ] [ 133 ] Ele foi detido por guardas de segurança, embora Stanisław Dziwisz mais tarde afirmou que João Paulo II tinha sido ferido durante a tentativa, mas conseguiu esconder uma vida não-ameaçador ferida. [ 131 ] [ 132 ] [ 133 ] O assaltante, um tradicionalista espanhol sacerdote chamado Juan María Fernández y Krohn , [ 131 ] foi ordenado sacerdote pelo Arcebispo Marcel Lefebvre da Sociedade de São Pio X e se opôs às mudanças causadas pelo Concílio Vaticano II , o papa chamado um agente comunista de Moscovo e de o marxista Bloco de Leste . [ 134 ] y Fernández Krohn posteriormente deixou o sacerdócio católico romano e cumpriu três anos de um período de seis anos. [ 132 ] [ 133 ] [ 134 ] O "ex-padre foi tratado para a doença mental e, em seguida, expulsos de Portugal, passando a se tornar um advogado na Bélgica. [ 134 ] Ele foi preso novamente em julho de 2000 depois de subir sobre uma barreira de segurança no Palácio Real de Bruxelas , acusando o espanhol visitando o Rei Juan Carlos de assassinar seu irmão mais velho de Afonso em 1956. [ 132 ] [ 133 ] [ 135 ]
Papa João Paulo II foi também um dos alvos da Al-Qaeda financiados Operação Bojinka , durante uma visita às Filipinas em 1995. O primeiro plano era matar o papa João Paulo II quando visitou as Filipinas durante a Jornada Mundial da Juventude 1995 comemorações. Em 15 de janeiro de 1995, um bombista suicida se vestir-se como um sacerdote, enquanto João Paulo II passou em sua comitiva a caminho de San Carlos Seminary em Makati City . O assassino planejou chegar perto do Papa, e detonar a bomba. O assassinato planejado do Papa foi destinada a desviar a atenção da próxima fase da operação. No entanto, um incêndio iniciado por químicos inadvertidamente os pretensos assassinos alertou a polícia do seu paradeiro, e eles estavam presos há quase uma semana antes da visita do Papa. [ 136 ]

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